Uma donzela.Escolhida desde o nascimento até a inauguração de uma nova era, a vida de Poppy nunca foi dela. A vida de donzela é solitária. Nunca sendo tocada. Nunca sendo vista. Nunca falando. Nunca experimentando prazer. Esperando o dia de sua ascensão, ela preferia estar com os guardas, combatendo o mal que tomou sua família, do que se preparando para ser considerada digna pelos deuses. Mas a escolha nunca foi dela.Um deverO futuro do reino inteiro repousa sobre os ombros de Poppy, algo que ela nem tem certeza de que quer para si mesma. Porque uma donzela tem um coração. E uma alma. E saudade. E quando Hawke, um honrado guarda de olhos dourados destinado a garantir sua Ascensão, entra em sua vida, destino e dever ficam emaranhados de desejo e necessidade. Ele incita a raiva dela, faz com que ela questione tudo em que acredita e a tenta com o proibido.Um reinoAbandonado pelos deuses e temido pelos mortais, um reino caído está surgindo mais uma vez, determinado a recuperar o que eles acreditam ser deles através da violência e da vingança. E à medida que a sombra daqueles amaldiçoados se aproxima, a linha entre o que é proibido e o que é certo fica obscurecida. Poppy não está apenas prestes a perder o coração e ser considerada indigna pelos deuses, mas também a sua vida quando todos os fios encharcados de sangue que mantêm seu mundo unido começam a se desfazer.
De Sangue e Cinzas - Jennifer L. Armentrout
Gente Ansiosa - Fredrik Backman
Autor (a): Fredrik Backman
Data de Publicação: 2021
Número de Páginas: 340
Editora: Rocco
Classificação:

A busca por um apartamento não costuma ser uma situação de vida ou morte, mas uma visita imobiliária toma tais dimensões quando um fracassado assaltante de banco invade o apartamento e faz de reféns um grupo de desconhecidos.O grupo inclui um casal recém-aposentado que procura sem parar, casas para reformar, evitando a verdade dolorosa de que não é possível reformar o casamento. Há um diretor de banco rico, ocupado demais para se preocupar com outras pessoas, e um casal que, prestes a ter o primeiro filho, não concorda sobre nada. Acrescenta-se uma mulher de 87 anos que já viveu demais para temer uma ameaça à mão armada, um corretor imobiliário assustado, mas ainda disposto a vender, e um homem misterioso que se trancou no único banheiro do apartamento, e assim completamos o pior grupo de reféns do mundo.Cada personagem carrega uma vida de reclamações, mágoas, segredos e paixões prestes a transbordar. Ninguém é exatamente o que parece. E todos — inclusive o ladrão — estão desesperados por algum tipo de resgate. Conforme as autoridades e a imprensa cercam o prédio, os aliados relutantes revelam verdades surpreendentes e desencadeiam eventos tão inusitados que nem eles próprios são capazes de explicar.
Eu me pergunto se o problema foi a expectativa. Da história eu sabia pouco, quase nada. Um assalto que deu errado. Era isso. Ahh, e a capa. A capa me fazia pensar que no meio ia ter um romance.
Estava empolgada com a mente aberta. As primeiras páginas passaram e eu não fui fisgada, mas persisti. Vai que o problema entre nós fosse uma questão de adaptação porque a narrativa era diferente e eu demorei a me acostumar ou porque eram muitos personagens e alguns eram insuportáveis.
Então eu parei a leitura. Pensei em abandonar. Não estava funcionando. A história não me empolgava. Os personagens me irritavam. Mas uma voizinha na minha cabeça ficava repetindo: "Tenta de novo! Vai! Dá mais uma chance". E eu voltei. Na verdade eu recomecei. Como havia lido quase 19% na primeira tentativa, então muito coisa que no começo da leitura era confusa passou a fazer sentido. Recomecei entendendo melhor o começo e pensei: "Agora vai dar certo".
Não deu.
Fui atrás de resenhas positivas. Tentei enxergar o mesmo que as pessoas que gostaram enxergaram. Minha opinião continua a mesma.
É um livro com uma narrativa diferente, não linear e com muitos personagens. A gente demora um pouco a se acostumar, mas depois pega o jeito.
A história é sobre cada um desses personagens que estavam envolvidos direta e indiretamente no assalto. E a cada página vamos conhecendo suas vidas (o antes e o agora), seus dramas e acompanhamos também as relações que vão se desenrolando.
Ao logo da leitura temos alguns pequenos plot twits e depois de 50% temos um grande, um que me deixou completamente desnorteada. Algo do tipo "essa bicicleta - que eu passei o livro todo descrevendo como uma bicicleta, que as pessoas passearam nela e sabiam que era uma bicicleta - é na verdade uma nave espacial". Eu me senti enganada sem motivo. Até voltei algumas páginas para ter certeza que não tinha deixado passar as informações, mas "a bicicleta descrita como bicicleta" estava lá. O autor não deu nenhuma explicação. O maior plot do livro e ele soltou a verdade e seguiu em frente. Não encontrei outras resenhas reclamando desse fato, só achando que foi um grande momento. Eu fiquei incomodada e passei o resto da leitura esperando por respostas.
Outra coisa que me incomodou foi a quantidade enorme de frases filosóficas e parágrafos de autoajuda que o autor colocou no meio da narrativa. No começo até foi interessante e eu marquei algumas coisas, depois se tornou chato.
Sobre os personagens, alguns foram legais, outros se mostraram legais ao logo da narrativa e tiveram aqueles que conseguiram ser insuportáveis do início ao fim. As 'entrevistas' que a polícia tentou realizar com as testemunhas foram enlouquecedoras. Não foi crível que todas aquelas pessoas trataram a polícia de forma grosseira e impertinente e simplesmente não responderam por isso.
Então eu achei tudo ruim?
Não. A história de um determinado casal é muito bacana, a forma como a vida de alguns personagens se conectam também, alguns momentos foram fofos e certas reflexões sobre a natureza humana, o mundo moderno e as ansiedades que ele provoca, o sistema capitalista e a sociedade foram interessantes. Mas só. Não ri, não chorei e não senti profundidade. Do começo ao fim foi apenas uma leitura com o objetivo de cumprir uma meta. Em nenhum momento eu peguei o livro para ler por curiosidade de saber como as coisas se desenrolariam.
Embora eu não tenha gostado tanto quanto esperava, eu sei que muitas pessoas colocarão esse livro em suas estantes de favoritos. Muitas já colocaram. Então se você gosta de livros peculiares, com uma narrativa diferente e que abordam as várias facetas da natureza humana, Gente Ansiosa pode ser para você.
Terra Americana - Jeanine Cummins
Em uma agradável vizinhança de Acapulco, um massacre. Uma chacina vitima dezesseis membros de uma mesma família, durante uma festa de quinze anos. Os únicos sobreviventes são Lydia e seu filho Luca, de oito anos. O marido de Lydia, Sebastián, foi o jornalista responsável pelo perfil jornalístico do homem que controla o cartel de drogas mais poderoso da cidade. E agora, como a maioria dos seus parentes, ele também está morto.
Repleto de suspense e impactante, Terra americana tem personagens cativantes, cujas histórias fazem refletir sobre o heroísmo e a generosidade das pessoas que arriscam tudo para ter um lugar em que possam viver com dignidade. Escolhido para o clube do livro da Oprah, o romance já teve os direitos de adaptação cinematográfica adquiridos.
Teto para Dois - Beth O'Leary
Autor (a): Beth O'Leary
Data de Publicação: 2019
Número de Páginas: 400
Editora: Intrínseca
Classificação:
Teto para Dois é o tipo de livro que você vê a capa e se for uma grande fã de livros de romance vai pensar na mesma hora "eu preciso ler essa história". Ela traz as seguintes frases:
Tiffy e Leon dividem a mesma cama.
Tiffy e Leon nunca se encontraram.
Tem como deixar passar algo tão curioso e improvável assim? Não. E foi com bastante expectativa que comecei a leitura desse livro. Admito que antes dei uma olhada no Skoob para ver o que as pessoas estavam falando sobre a história e encontrei diversos comentários positivos o que me deixou ainda mais empolgada e me afastou qualquer dúvida de que eu deveria começar a ler o quanto antes. Inclusive minha leitura do momento não estava rendendo, logo foi a desculpa perfeita para começar Teto para dois.
O início não rendeu muito. Não sei explicar exatamente o porquê, mas eu não consegui me prender a história. Inclusive passei um tempo com o livro meio esquecido no meu kobo e cogitei abandonar a leitura. Ainda bem que não fiz isso porque pesando os prós e os contras no fim das contas foi uma leitura muito agradável.
Os capítulos são narrados alternando entre Tiffy e Leon. A autora conseguiu ser muito habilidosa ao construir "a voz" dos dois personagens. Os capítulos dela são espirituosos e mostram seus post-its cheios de empolgação, frases longas e muitas descrições. Já os capítulos dele são mais sucintos, com frases mais curtas e seus post-its tem um tom mais prático.
Tiffy é o tipo de personagem que em um chick-lit como da Sophie kinsella, por exemplo, poderia me incomodar. Mas aqui autora conseguiu construí-la de uma forma que conquistou a minha simpatia. A personagem me lembra muito Lou Clark de "Como Eu Era Antes de Você". Talvez tenha sido pela forma excêntrica como as duas se vestem ou pela personalidade leve, romântica, positiva e divertida que elas têm. O fato é que depois da impressão inicial sobre como a Tiffy era fisicamente (tive uma certa dificuldade para construir sua imagem na minha cabeça) sempre que ela aparecia na história era Lou que surgia em minha mente. Só que ruiva 😄.
Quanto ao Leon (a outra parte dessa história tão fofinha) ele é o total oposto da Tiffy. Tímido, centrado, sério e bem básico, antes de conquistar o meu coração e me deixar suspirando pelo seu jeito carinhoso, Leon começou a história me decepcionando bastante. Acredito que esse tenha sido o único ponto realmente negativo da história para mim. Logo no início o Leon é apresentado junto com a sua namorada Kay. A autora a retrata como uma garota ciumenta, possessiva e um pouco grudenta. Mas na verdade, tudo que eu enxerguei foi alguém que queria atenção, cuidado e carinho mesmo que a autora tenha tentado nos levar a acreditar em outra coisa.
O ex-namorado da Tiffy, Jason, causa arrepios de repulsa. No início do livro ele quase não aparece. Na verdade, ele é apenas citado algumas vezes pela Tiffy e pelos amigos dela. Mais na frente começamos a ter contato direto com ele e conhecer melhor da sua personalidade sutilmente manipuladora e extremamente psicopata. Cada vez que ele aparecia eu tinha vontade entrar no livro e dar vários socos em sua carinha bonitinha e engomada.
Não posso deixar de citar Gerty, Rachel e Mo. Eles são apenas maravilhosos e têm uma participação muito grande no processo de recuperação de Tiffy.
Teto para Dois é uma história vibrante, com aquele humor britânico meio peculiar e personagens multidimensionais. Foi uma leitura rápida, leve e envolvente, com toques de romance e comédia, mas sem perder a profundidade emocional abordando alguns temas bastante complicados.
Depois de Você (Me Before You #2) - Jojo Moyes
Data de Publicação: 2016
Número de Páginas:320

Como Eu Era Antes de Você é um dos meus livros favoritos da vida. Não importa se o final me fez chorar e me deixou indignada, porque só podia ser daquele jeito e qualquer desfecho diferente tornaria a história incoerente. Então, com o coração arrasado terminei de ler a história de Lou e Will e segui em frente com a minha vida.
Apesar de todas essas críticas a história não teve apenas pontos negativos. Foi muito interessante ver a recuperação gradual de Lou depois da morte de Will. Seria artificial demais se ela ficasse bem logo nas primeiras páginas, não seria nada condizente com a relação que eles tiveram. Aos poucos e com a ajuda de algumas pessoas e um grupo de apoio muito especial ela foi deixando a culpa de lado e recuperando a vontade de viver.
E como não podia faltar o amor surgiu na vida dela novamente. Foi algo doce, romântico, intenso e verdadeiro. Na minha opinião foi sem sombra de dúvida a melhor parte do livro, apesar de ter tido pouco espaço na história.
Depois de Você foi minha primeira decepção de 2016 e apesar de decidir dar três estrelinhas para o livro (mais por uma questão emocional do que por ele realmente merecer) continuo achando a sua existência desnecessária. Entretanto existem inúmeras resenhas por aí elogiando-o. Meu conselho é: vá sem nenhuma expectativa, esqueça boa parte dos sentimentos que Como Eu Era Antes de Você trouxe em suas páginas e tente aproveitar a nova vida de Lou.
Todos os Nosso Ontens - Cristin Terrill
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas: 352
O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...
Confesso que quando escolhi o livro na Página de Vantagens da NC não li a sinopse, minha escolha foi baseada nas opiniões e notas do Goodreads, afinal um livro com mais de 4 estrelas deve ter algo muito bom a me contar.
O primeiro ponto super positivo sobre o livro e que eu sinto que preciso frisar é o fato dele não ser parte de uma trilogia/série, tudo se resume a apenas ele. Isso significa que a história não teve enrolações - o que eu colocaria como segundo ponto positivo - e que os personagens tiveram um final redondinho. Nada de questionamentos, nada de suposições, nada de desespero e ansiedade até que a editora lançasse o segundo livro.
Todos os Nosso Ontens é um livro que apesar de não conseguir me convencer com sua teoria sobre viagem no tempo - e olha que a autora foi bastante cuidadosa e convincente na tentativa de explicar o fenômeno - prendeu totalmente minha atenção e fez com que eu não quisesse largá-lo até saber o que aconteceria com Em, Marina, James e Finn. O livro é também uma distopia e mais uma vez vemos o mundo destruído pela ganância e pela luta pelo poder.
Poderia ter gostado muito de Marina, poderia ter gostado ainda mais de Em, mas algumas atitudes das duas tiraram-me do sério mesmo entendendo um pouco o sentimento de cada uma com relação à James. A missão de Em era realmente difícil, mas ela já tinha falhado 14 vezes e enquanto o tempo passava e as coisas ficavam cada vez mais complicadas víamos ela pronta para falhar novamente por causa dos seus sentimentos confusos.
Finn é aquele tipo de personagem que no início da história você já sabe que vai amar mesmo se ele fizer algumas coisas que você não goste, o que não foi o caso aqui. Ele foi amigo, companheiro e fiel até o final, defendendo Em de tudo e de todos que pudessem machucá-la.
Beleza Perdida - Amy Harmon
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas:336
Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar.
Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.
Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.
Uma Curva no Tempo - Dani Atkins
Data de Publicação: 2015
Uma Curva no Tempo - A noite do acidente mudou tudo... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?
A noite do acidente foi uma grande sorte... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?
Um Curva no Tempo é queridinho entre vários leitores. É só vocês conferirem as resenhas pela blogosfera ou a nota dele no Skoob e Goodreads que vão entender o que estou dizendo. As pessoas ficaram realmente encantadas e apaixonadas pela história. Por isso não quis escrever essa resenha assim que terminei a leitura, preferi me dar um tempo e pensar um pouco mais no que eu li e em como eu me senti durante toda a leitura.
Em resumo, durante toda a leitura tive a sensação que a história iria enfim engrenar e me conquistar para valer. O plot era realmente interessante e o romance prometia. Mas sempre que eu sentia que as coisas poderiam ir a algum lugar, tudo saia dos eixos novamente. Uma Curva no Tempo é um livro que poderia ter sido muito mais, poderia ter se tornado inesquecível e entrado na minha lista de favoritos, mas não chegou lá. Eu não diria para você não lerem, mas não tenham tantas expectativas e talvez assim gostem muito mais da história do que eu.
Fragmentados - Neal Shusterman (Unwind Dystology #1)
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas:368
Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria.
Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.
Vivian Contra o Apocalipse - Katie Coyle
Data de Publicação: 2015
Vivian Contra o Apocalipse - Vivian Apple tem 17 anos e mal pode esperar pelo fatídico “Arrebatamento” — ou melhor, mal pode esperar para que ele não aconteça. Seus devotos pais foram escravizados pela Igreja faz tempo demais, e ela está ansiosa para que voltem ao normal. O problema é que, quando Vivian chega em casa no dia seguinte ao suposto Arrebatamento, seus pais sumiram e tudo o que restou foram dois buracos no teto…
Vivian está determinada a seguir vivendo normalmente, mas quando começa a suspeitar que seus pais ainda podem estar vivos, ela percebe que precisa descobrir a verdade. Junto com Harp, sua melhor amiga, Peter, um garoto misterioso que tem os olhos mais azuis do mundo e informações sobre o verdadeiro paradeiros dos seguidores da Igreja (ou é o que ele diz), e Edie, uma Crente que foi “deixada para trás”, os quatro embarcam em uma road trip pelos Estados Unidos. Mas, depois de atravessar quilômetros de eventos climáticos bizarros, gangues de Crentes vingativos e um estranho grupo de adolescentes auto-intitulados os “Novos Órfãos”, Viv logo vai perceber que o Arrebatamento foi só o começo.
Katie Coyle, vencedora do Young Writers Prize do jornal The Guardian em 2012, imagina uma realidade infelizmente muito próxima da nossa, em que capitalismo, política, entretenimento e religião se combinam para criar uma cultura de intolerância que não acaba com o Arrebatamento. Com reviravoltas surpreendentes, um humor mordaz típico da geração Y e personagens femininas que não devem nada a ícones como Buffy e Rory Gilmore, Vivian contra o apocalipse é uma estreia arrebatadora que vai fazer você questionar até onde iria pela verdade.
Na maioria das vezes as minhas escolhas de leitura são resultantes de alguma influência. Geralmente são resenhas que leio na blogosfera ou comentários do Goodreads (não confio muito no Skoob, principalmente se o livro for nacional).Vivian Contra o Apocalipse foi uma indicação indireta (vi no Twitter) de uma blogueira razoavelmente conhecida. Ela se mostrou muito empolgada com a história e recomendou insistentemente para que todos o lessem. Decidida a sair de uma ressaca literária monstruosa, resolvi arriscar e dar uma chance à história que pela sinopse prometia ser bastante interessante.
Primeiro e Único - Emily Giffin
Data de Publicação: 2015
Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos.
Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.
Sou fã da autora desde O Noivo da Minha Melhor Amiga. Amei e odiei o livro na mesma intensidade. Amei a autora por criar um romance tão lindo e a odiei por ter estragado uma amizade com uma traição e por me fazer torcer, mesmo sem querer, pelo casal traidor. Emily é fantástica com as palavras e sabe conquistar o leitor.
Laços Inseparáveis havia sido minha última leitura da autora e apesar de ter gostado bastante não conseguiu despertar em mim as mesmas emoções que O Noivo da Minha Melhor Amiga e Presentes da Vida. Estava sentindo falta do frio na barriga que seus romances provocavam em mim, do sorriso bobo no rosto e da expectativa. Primeiro e Único, lançado recentemente pela Novo Conceito, não conseguiu alcançar o patamar dos meus favoritos da autora, mas conseguiu resgatar um pouco de tudo isso e me deixou bastante empolgada e envolvida.
Confesso ter sentido uma certa dificuldade com a ambientação da história e esse é um dos pontos negativos que encontrei e que me impediu de favoritar o livro. O futebol americano é o plano de fundo da trama e por não ter conhecimento nenhum sobre o assunto fiquei meio perdida em meio a algumas expressões e denominações. As cenas que tinham como foco o esporte passavam como um borrão diante dos meus olhos. Não cheguei a pular parágrafos, mas passava apenas os olhos nas linhas até chegar em algo que realmente me interessasse.
Entretanto, não se assustem ou pensem em colocar esse livro no último lugar da sua lista caso você entenda de futebol americano tanto quanto eu, por que esse não é um livro sobre futebol, não é uma história sobre esportes, é sobre amor, amizade, recomeços, perda, família e relacionamentos. É uma história cheia de lições e com personagens humanos e reais.
O romance, que geralmente é o ponto controverso das histórias de Emily, mais uma vez mexeu com a noção de certo e errado que eu trago comigo. A relação entre a personagem principal - Shea - e o pai de sua melhor amiga - Treinador Carr - me deixou dividida, não só pela diferença de idade (que pode ser relevada), mas pelo fato dele ter sido quase um pai para ela durante toda a sua vida e de repente os dois estarem envolvidos amorosamente. Ao mesmo tempo em que eu queria que ela seguisse com a vida dela e deixasse esse amor para trás, eu também torcia para que eles conseguissem ficar juntos (meu lado romântico falando mais alto).

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