The Love Hypothesis - Ali Hazelwood



Título Original: The Love Hypothesis
Autor (a): Ali Hazelwood
Data de Publicação: 2021
Número de Páginas: 384
Editora: Berkley Books
Classificação: 







Certamente não sou conhecida por escrever resenhas pequenas, mas The Love Hypothesis me tirou o poder de um grande texto (no tamanho e nas palavras). Não, esse não é um livro profundo e que mudou a minha vida, mas eu fiquei tão boba e apaixonada nessa história que não consegui escrever algo legal e que eu gostasse. Então reuni as minhas considerações em 12 tópicos para tentar organizar minha opinião e agora vou compartilhar com vocês:

1. Delicioso (podemos estar falando de Adam ou do livro).

2. Estou apaixonada pela escrita da Ali que é muito fluída e envolvente.

Quando terminei o livro fui correndo no Goodreads procurar quais outros livros ela tinha escrito e me surpreendi ao descobri que essa é sua primeira publicação. Confesso que estou ansiosa por outros livros da Ali ao mesmo tempo em que tenho medo que ela tenha tido sorte de principiante. Torcendo para que a última alternativa não seja a real.

3. Os protagonistas são biólogos (Olá, colegas!).

4. A história se passa no meio acadêmico e é muito interessante ver toda coisa de bolsas, projetos, publicações e o quanto esse ambiente pode ser tóxico e adoecedor, ao mesmo tempo em que a ciência é linda e tanta coisa incrível vem dela.

5. O Adam é aquele tipo de cara que não fala muito (descobri que amo personagens assim como o Samuel de Correndo Descalça), mas quando fala... Senhor!!!!!! Ele é sério, inteligente, comprometido, carinhoso, fofo e apaixonante. Por favor, mais Adams na literatura (e na vida real, se possível).

6. Dei muita risada em vários momentos, principalmente nas interações entre Olive e Adam. Ela fala pelos cotovelos, ele é todo sério. Não podia ser melhor.

7. Olive é uma mocinha ótima. Ela é inteligente, muito batalhadora e sua trajetória acadêmica tem uma motivação muito interessante.

8. Se você gosta de livros em que o romance vai acontecendo aos poucos esse livro é pra você. Só um aviso as coisas demoram muito a acontecer. Tipo, muito mesmo. Mas tenham paciência porque vale MUITO a pena.

9. Esse livro não é hot, mas tem algumas cenas (na dose certa) bem "interessantes". A Ali soube dosar nas cenas de sexo evitando que a história girasse em torno disso.

10. Por causa da demora do romance desenrolar o final ficou muito corrido e a solução dos problemas com o Tom também. Eu estou indignada com aquele reencontro furreca e aquele epílogo de 3 páginas (OFENSIVO!!!!!)

11. Eu não consegui trabalhar direito, estudar direito. Eu não queria ir para o pilates!!!!! Eu só queria mais e mais de Olive e Adam e agora que acabou eu sinto uma ressaca pesada vindo por aí.

12. Não é um livro profundo, não tem dramas enriquecedores, não vai acrescentar muita coisa na minha vida, mas eu amei. EU AMEI MUITO!!! É bobinho, é fofinho, é delicioso e dentro do gênero é um dos melhores que eu li atualmente.


P.s.: perdeu meia estrela pelo final mocoronga.


Se você está procurando um romance encantador e comovente com personagens adoráveis, brincadeiras espirituosas e namoro falso, provavelmente The Love Hypothesis é para você.

De Sangue e Cinzas - Jennifer L. Armentrout

Título Original: From Blood and Ash
Autor (a): Jennifer L. Armentrout
Data de Publicação: 2021
Número de Páginas: 672
Editora: Galera Record
Classificação: 




Uma donzela.

Escolhida desde o nascimento até a inauguração de uma nova era, a vida de Poppy nunca foi dela. A vida de donzela é solitária. Nunca sendo tocada. Nunca sendo vista. Nunca falando. Nunca experimentando prazer. Esperando o dia de sua ascensão, ela preferia estar com os guardas, combatendo o mal que tomou sua família, do que se preparando para ser considerada digna pelos deuses. Mas a escolha nunca foi dela.

Um dever

O futuro do reino inteiro repousa sobre os ombros de Poppy, algo que ela nem tem certeza de que quer para si mesma. Porque uma donzela tem um coração. E uma alma. E saudade. E quando Hawke, um honrado guarda de olhos dourados destinado a garantir sua Ascensão, entra em sua vida, destino e dever ficam emaranhados de desejo e necessidade. Ele incita a raiva dela, faz com que ela questione tudo em que acredita e a tenta com o proibido.

Um reino

Abandonado pelos deuses e temido pelos mortais, um reino caído está surgindo mais uma vez, determinado a recuperar o que eles acreditam ser deles através da violência e da vingança. E à medida que a sombra daqueles amaldiçoados se aproxima, a linha entre o que é proibido e o que é certo fica obscurecida. Poppy não está apenas prestes a perder o coração e ser considerada indigna pelos deuses, mas também a sua vida quando todos os fios encharcados de sangue que mantêm seu mundo unido começam a se desfazer.

Passei mais de 60% da leitura pensando: por que eu não larguei esse livro ainda? E depois passei os últimos 30% pensando: era isso que eu esperava desde o começo.

Provavelmente a culpa é da expectativa. A minha estava nas alturas. Entretanto é engraçado pensar que eu nem sabia a sinopse do livro quando decidi ler. Eu não sabia nadica de nada, mas a minha cabeça bateu o martelo que seria algo no estilo Corte de Rosas e Espinhos. E foi. Foi tanto que todos os plots do livro eu descobri nos primeiros 20%, afinal eu sou formada na escola Sarah J. Maas de Vilões que não são tão Vilões assim.

E por que eu não larguei? Porque a escrita da Jennifer é muito boa, não com relação ao enredo criado - esse estava devagar quase parando -, mas com relação a forma como ela conseguiu me convencer que aquela história morna ia dar em algum lugar interessante. E deu. Muuuuuuito interessante. Tão interessante que já estou agoniada pelo segundo livro.

Enquanto tentava me manter firme na leitura, desabafei com minha prima, que já havia lido o livro, todas as minhas frustrações por não estar entendendo nada - uma confusão de donzela, ascendido, voraz, atlante, guerra, ascensão -, minha cabeça estava um nó e autora não estava fazendo muita coisa para isso melhorar. Então ela me disse algo interessante e que também me ajudou a não abandonar o livro: "Caline, você não sabe porque a Poppy também não sabe. Você como leitora está na mesma posição que ela: confusa, no escuro e sendo enganada". Sinceramente eu não sei se a ideia da autora era essa, mas fez total sentido pra mim e por mais que eu estivesse frustrada, me agarrei a esse pensamento e segui lendo.

A Poppy como protagonista foi uma tentativa quase frustrada de mocinha forte, determinada e que sabe se defender de tudo. O "quase" é porque, no começo, para alguém tão treinada ela baixou a guarda rapidinho quando se viu sozinha com o Hawke (dei um crédito porque a coitada era carente e ele bem gostoso). Algumas páginas depois ela conseguiu se recuperar um pouco, mas já não me convenceu tanto.

O Hawke foi muito transparente para mim. Acho que não era intenção da autora que todos os meus chutes fossem certeiros logo no começo, mas certamente experiências anteriores ajudaram nisso. Ele era o típico protagonista "moreno, alto, bonito e sensual", só que estava longe de ser a solução para os problemas da Poppy. A intenção dele com ela e o que acabou acontecendo foram coisas um pouco diferentes.

Falando sobre os dois como casal, eu esperava mais. Cadê a química????? Eu sei que estava lá, mas nessa hora a escrita da autora não funcionou. As primeiras interações são quentes, na teoria. Na prática eu lia as cenas e não sentia nada. As provocações entre eles no decorrer da leitura também não despertaram o menor interesse em mim. Mas daí, faltando uns 20% para a história acabar a autora acertou o tom. De tudo. Do romance, das intrigas, das cenas de ação. E eu não conseguia mais largar o livro.

As páginas finais foram interessantes e conseguiram compensar um pouco o que faltou na maior parte da história. Estou muito curiosa pelo próximo livro porque a revelação que Hawke fez muda o rumo das coisas, pelo menos em tese. Quero ver a reação da Poppy e muito mais da interação entre eles. Vamos ver se essa química melhorou para valer.

Acho que o segundo livro promete bastante, é só a Jennifer manter as coisas no mesmo ritmo do final do primeiro livro que as chances da história que está por vir ser muito boa são grandes.

Quando Te Vejo - Holly Miller


Título Original: The Sight of You
Autor (a): Holly Miller
Data de Publicação: 2021
Número de Páginas: 384
Editora: Harper Collins
Classificação: 


Joel tem medo do futuro. Desde criança, ele sonha com as pessoas que ama, sonhos que sempre se tornam realidade ― sejam eles bons ou ruins. E a única maneira que ele encontra para evitar que essas pessoas se machuquem é nunca se permitir se aproximar de alguém.

Já Callie não consegue superar o passado. Desde a morte de sua melhor amiga, ela se sente perdida e não consegue mais achar dentro de si a pessoa alegre e extrovertida que costumava ser. Quando um encontro inesperado acontece, Joel e Callie acham um no outro tudo aquilo de que precisavam. Até que Joel tem uma visão que põe essa felicidade em xeque.

Emocionante e capaz de partir os corações mais difíceis, Quando te vejo é uma história de amor que questiona a inevitabilidade do destino e mostra que é necessário ter coragem para se abrir para o amor, mesmo que ele não dure para sempre.

 

Sabe aquela sensação de aconchego, de coração quentinho e de calmaria que a gente sente quando ouve uma música legal, assiste um filme apaixonante ou quando lemos um livro incrível? Foi tudo isso que senti lendo Quando te vejo. 

Durante toda leitura meu coração foi acalentado, embalado e tomado por um sentimento tão bom que mesmo eu já tendo enumerado todos esse adjetivos parece que ainda não consegui encontrar as palavras certas para expressar como essa história me tocou. O amor de Joel e Callie vai aquecer seu coração, mas não se enganem, seu coração também será partido. 

A capa do livro dá algumas pistas do que encontraremos e como tudo irá se desenrolar, mas eu sou uma pessoa esperançosa e página após página acreditei que uma solução milagrosa apareceria. Porque não seria justo que uma história de amor tão linda quanto a de Joel e Callie não tivesse um final feliz. 

A forma como Joel e Callie se conheceram, se aproximaram e se envolveram foi daquele jeitinho que eu amo. Eles foram entrando na vida um do outro aos poucos, sem pressa, com muito respeito, carinho e cuidado. 

Joel era um príncipe e foi impossível não se apaixonar pelo seu jeito calmo, doce e prestativo. Ele foi um companheiro e um dos maiores incentivadores dos sonhos de Callie. Eu entendi cada uma das decisões que ele tomou. Nem consigo imaginar o peso que era carregar toda responsabilidade de saber o futuro das pessoas que ele amava. 

Quanto a Callie, como eu torci por ela. Uma garota de coração generoso e cheio de amor para dar. Ela mereceu cada conquista e cada momento de felicidade. Eu também entendi a decisão que ela tomou, não acho que teria agido diferente. Tudo que ela queria era viver, amar e ser feliz. Sem medos, sem prazos e sem limites. E ela conseguiu tudo isso e foi lindo acompanhar. 

Durante muitos momentos senti meus olhos marejados e aquele nó na garganta, mas não chorei. "Será que eu sou tão durona assim?", pensei. Estava enganada. Quando tudo acabou, quando eu virei a última página e deixei os sentimentos, as palavras e todos os acontecimentos se assentaram em meu coração, quando eu revisitei mentalmente toda a história e fui lembrando de cada coisa que eu li, as lágrimas vieram com tudo e eu me permiti chorar por essa história de amor tão linda. 

Se eu tivesse que definir Quando te vejo em uma palavra seria DOCE. Acompanhar essa história foi um presente e vou levá-la para sempre em meu coração.

Gente Ansiosa - Fredrik Backman

Título Original: Anxious People
Autor (a): Fredrik Backman
Data de Publicação: 2021
Número de Páginas: 340
Editora: Rocco
Classificação: 



A busca por um apartamento não costuma ser uma situação de vida ou morte, mas uma visita imobiliária toma tais dimensões quando um fracassado assaltante de banco invade o apartamento e faz de reféns um grupo de desconhecidos.
O grupo inclui um casal recém-aposentado que procura sem parar, casas para reformar, evitando a verdade dolorosa de que não é possível reformar o casamento. Há um diretor de banco rico, ocupado demais para se preocupar com outras pessoas, e um casal que, prestes a ter o primeiro filho, não concorda sobre nada. Acrescenta-se uma mulher de 87 anos que já viveu demais para temer uma ameaça à mão armada, um corretor imobiliário assustado, mas ainda disposto a vender, e um homem misterioso que se trancou no único banheiro do apartamento, e assim completamos o pior grupo de reféns do mundo.
Cada personagem carrega uma vida de reclamações, mágoas, segredos e paixões prestes a transbordar. Ninguém é exatamente o que parece. E todos — inclusive o ladrão — estão desesperados por algum tipo de resgate. Conforme as autoridades e a imprensa cercam o prédio, os aliados relutantes revelam verdades surpreendentes e desencadeiam eventos tão inusitados que nem eles próprios são capazes de explicar.

Esse livro é uma das sensações do momento por aqui. Na verdade é uma sensação desde que foi lançado lá fora. Já li um outro livro do autor e amei, então qual era a chance de ler esse, que é um sucesso, e não gostar tanto?? Grande. Surpreendentemente grande.

Eu me pergunto se o problema foi a expectativa. Da história eu sabia pouco, quase nada. Um assalto que deu errado. Era isso. Ahh, e a capa. A capa me fazia pensar que no meio ia ter um romance.

Estava empolgada com a mente aberta. As primeiras páginas passaram e eu não fui fisgada, mas persisti. Vai que o problema entre nós fosse uma questão de adaptação porque a narrativa era diferente e eu demorei a me acostumar ou porque eram muitos personagens e alguns eram insuportáveis.

Então eu parei a leitura. Pensei em abandonar. Não estava funcionando. A história não me empolgava. Os personagens me irritavam. Mas uma voizinha na minha cabeça ficava repetindo: "Tenta de novo! Vai! Dá mais uma chance". E eu voltei. Na verdade eu recomecei. Como havia lido quase 19% na primeira tentativa, então muito coisa que no começo da leitura era confusa passou a fazer sentido. Recomecei entendendo melhor o começo e pensei: "Agora vai dar certo".

Não deu.

Fui atrás de resenhas positivas. Tentei enxergar o mesmo que as pessoas que gostaram enxergaram. Minha opinião continua a mesma.

É um livro com uma narrativa diferente, não linear e com muitos personagens. A gente demora um pouco a se acostumar, mas depois pega o jeito.

A história é sobre cada um desses personagens que estavam envolvidos direta e indiretamente no assalto. E a cada página vamos conhecendo suas vidas (o antes e o agora), seus dramas e acompanhamos também as relações que vão se desenrolando.

Ao logo da leitura temos alguns pequenos plot twits e depois de 50% temos um grande, um que me deixou completamente desnorteada. Algo do tipo "essa bicicleta - que eu passei o livro todo descrevendo como uma bicicleta, que as pessoas passearam nela e sabiam que era uma bicicleta - é na verdade uma nave espacial". Eu me senti enganada sem motivo. Até voltei algumas páginas para ter certeza que não tinha deixado passar as informações, mas "a bicicleta descrita como bicicleta" estava lá. O autor não deu nenhuma explicação. O maior plot do livro e ele soltou a verdade e seguiu em frente. Não encontrei outras resenhas reclamando desse fato, só achando que foi um grande momento. Eu fiquei incomodada e passei o resto da leitura esperando por respostas.

Outra coisa que me incomodou foi a quantidade enorme de frases filosóficas e parágrafos de autoajuda que o autor colocou no meio da narrativa. No começo até foi interessante e eu marquei algumas coisas, depois se tornou chato.

Sobre os personagens, alguns foram legais, outros se mostraram legais ao logo da narrativa e tiveram aqueles que conseguiram ser insuportáveis do início ao fim. As 'entrevistas' que a polícia tentou realizar com as testemunhas foram enlouquecedoras. Não foi crível que todas aquelas pessoas trataram a polícia de forma grosseira e impertinente e simplesmente não responderam por isso.

Então eu achei tudo ruim?

Não. A história de um determinado casal é muito bacana, a forma como a vida de alguns personagens se conectam também, alguns momentos foram fofos e certas reflexões sobre a natureza humana, o mundo moderno e as ansiedades que ele provoca, o sistema capitalista e a sociedade foram interessantes. Mas só. Não ri, não chorei e não senti profundidade. Do começo ao fim foi apenas uma leitura com o objetivo de cumprir uma meta. Em nenhum momento eu peguei o livro para ler por curiosidade de saber como as coisas se desenrolariam.

Embora eu não tenha gostado tanto quanto esperava, eu sei que muitas pessoas colocarão esse livro em suas estantes de favoritos. Muitas já colocaram. Então se você gosta de livros peculiares, com uma narrativa diferente e que abordam as várias facetas da natureza humana, Gente Ansiosa pode ser para você.

 
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