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O Som do Nosso Coração - Emma Cooper

Título Original: The Song of Us
Autor (a): Taylor Emma Cooper
Data de Publicação: 2020
Número de Páginas: 467
Editora: Record
Classificação: 


A vida da heroína de O som do nosso coração, Melody King, não é nada fácil. Afinal, desde que sofreu um acidente e bateu a cabeça, ela adquiriu um estranho distúrbio: ela canta quando está ansiosa. E não só canta — alto, bem alto e às vezes errado —, como dança, faz performances e emenda uma música na outra, com letras sempre relacionadas à situação em questão.

Como se isso já não fosse ruim o bastante, Melody está constantemente ansiosa. Seu marido, Dev, desapareceu há onze anos sem deixar rastros, e ela tem dois filhos adolescentes problemáticos: Flynn — que vive se envolvendo em brigas na escola por causa do bullying que sofre — e a caçula Rose — a supergênia e aluna exemplar que não consegue superar o desaparecimento do pai.


Será que eu não tenho coração? Ou será que a autora pesou a mão no drama e o tiro saiu pela culatra? Questionei-me bastante sobre isso durante a leitura de O som do nosso coração. 

A história de Melody é cheia de tragédias, cheia mesmo, transborda problemas, dores, traumas e sofrimentos e a cada página que eu lia, a cada novo drama desdobrado eu só pensava: "Jesus, a frase desgraça pouca é bobagem nunca fez tanto sentido quanto nesse livro". É acidente, desaparecimento, problemas psicológicos, falta de dinheiro e a lista só vai aumentando. Eu ficava pensando que deveria estar sentindo algo, não tinha como passar ilesa por uma história tão carregada de drama e dor, mas a verdade é  que tudo que é demais passa do ponto e perde a emoção. 

A autora pesou a mão, ela apelou demais. Não sei se essa foi uma decisão consciente, mas a impressão que deu é que ela queria de toda forma nos arrancar lágrimas, nos deixar tristes e achou que conseguiria isso colocando desgraça após desgraça, página após página. Para mim não funcionou. Eu me senti soterrada por tanta tristeza, ao mesmo tempo que eu não senti profundidade na narrativa. Ela pulava de um drama para outro e nem deixava a gente respirar direito, sentir o que aquelas pessoas estavam vivendo.

Já deu para perceber que o plot da história não funcionou pra mim, mas o problema não foi só esse. A narrativa em si não me prendeu. Pulei várias páginas, a maioria delas nos capítulos de Melody. Ela era a protagonista e seus capítulos eram os mais chatos. Gosto muito de diálogos, na minha concepção eles mostram muito dos personagens. Entretanto, os capítulos de Melody tinham páginas e páginas sem um diálogo, apenas descrição de pensamentos seus, lembranças e tudo isso permeado por muita metáfora. Se essa foi a forma da autora dar profundidade a personagem, não funcionou, pelo menos para mim.

Tom foi o único personagem que conseguiu me cativar um pouquinho. Alguns dos capítulos dele, especificamente os primeiros depois que Melody foi embora, tinham muito sentimento. Lendo aquelas palavras tão cheias de amor e tristeza comecei a sentir um quentinho no coração, mas não durou muito tempo. Os capítulos seguintes se tornaram comuns assim como todos os outros do livro.

Pensei em dizer que Rose e Flynn (os filhos de Melody) eram apenas adolescentes normais com todos os dramas que essa fase da vida carrega, mas eu estaria sendo injusta. Os dois passaram maus bocados na vida e traziam no corpo e na alma marcas profundas de tudo isso. Melody tinha uns posicionamentos estranhos como mãe, mas ela criou filhos unidos, que se amavam e que foram sua força quando ela precisou. Então eu gostei deles, com ressalvas, mas gostei.

Esperei por um grande plot twist que não veio. Se você tem experiência em livros de drama o que acontece no final de O som do nosso coração não é nenhuma surpresa. Não tinha como ser diferente, a história foi construída para nos levar até aquele encerramento. E aqui temos um ponto positivo (em meio a tantos negativos). Achei o final muito bonito, um pouco corrido, mas delicado, tocante e agridoce.

Em resumo, O som do nosso coração foi extremamente decepcionante. Meu problema foi realmente o exagero. Sobrou drama e faltou profundidade. Não consegui me conectar com os personagens e suas dores. Faltou aquele algo que nos arrebata e nos deixa pensando na história muito depois de termos virado a última página.


O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover

Título Original: Ugly Love
Autor (a): Colleen Hoover
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas: 336
Editora: Galera Record
Classificação:  

Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Colleen Hoover é uma autora muito, muito amada. Seus livros sempre têm notas ótimas tanto no Skoob quanto no Goodreads, mas parece que comigo eles não funcionam muito bem. Um Caso Perdido, um dos maiores xodós dos leitores, foi minha primeira experiência com a autora e apesar de ter visto o quanto a história é incrível não consegui sentir nada que os personagens estavam sentido e isso é um ponto crucial para mim, principalmente em um drama.

Como sou uma pessoa persistente - vide minhas experiências com a Sophie Kinsella - resolvi que daria uma nova chance a autora e suas histórias cheias de intensidade e peguei O Lado Feio do Amor para ler.

Preciso de uma pausa nesse momento, porque só de pensar no tempo precioso e escasso que perdi com esse livro fico altamente irritada comigo. Quando comentei com minha irmã minhas impressões parciais sobre a história ela me disse sem cerimônias que já teria abandonado. Deveria ter ouvido seu sábio conselho.

O Lado Feio do Amor tinha muito potencial para ser um bom livro. A sinopse deixou-me bastante animada e todas as resenhas que li dele estavam preprando-me para uma história pungente, emocionante e com um romance lindo, mas o que encontrei ficou um tantão abaixo disso.

Vamos começar pela protagonista que não tinha nenhum amor próprio. Tate aceitou entrar em um "lance" que era só sexo. Nada de perguntas sobre o passado, nada de esperanças sobre o futuro. Seria tudo ok se não ficasse claro desde o início que ela não conseguiria ficar com Miles sem se apaixonar por ele. Ou seja, acordo super roubada. Então passamos o livro inteiro vendo ela querendo mais, mas aceitando apenas os pequenos momentos, tentando enxergar algo mais em cada ação ou palavra dele. Autoestima mode off.

Quanto ao Miles, mesmo ele tendo colocado as regras dele desde o início e a Tate tendo aceitado, deu raivinha porque estava claro que ele também estava sentindo algo mais, mas ficava se prendendo a um trauma do passado que foi sendo revelado aos poucos. Na verdade era difícil ficar com raiva dele muito tempo por motivos de: ele estava seguindo as regras.

Com relação à narrativa nós não nos entendemos. Colleen quis usar um estilo poético, mas ficou chato  de verdade. Os capítulos se intercalavam entre Tate, no presente, e Miles, 6 anos antes. Era tudo muito intenso, mas não de um jeito bom. Tate virava líquido quando Miles tocava nela, o tempo todo. Gente! E isso é apenas uma das muitas metáforas que ela usou e eu já não aguentava mais. Miles também não ficava atrás:

Mas quando você beija alguém por causa de quem a pessoa é, a diferença não se encontra no prazer.
A diferença se encontra na dor que você sente quando não está beijando aquela pessoa.
Não dói quando não estou beijando nenhuma das outras garotas que já beijei. Só dói quando não estou beijando Rachel.
Talvez isso explique por que se apaixonar dói pra caramba.

Não consegui lhe dar bem com esses momentos, que por sinal estiveram presentes o livro inteiro. Isso sem levar em consideração a coisa toda de amor à primeira vista e "ela será a mãe dos meus filhos". Foi o tipo de intensidade, de amor que não me convenceu.

Outra coisa que me incomodou e muito foram as inúmeras cenas de sexo. Ok, eu sei que o livro é um NA. Mas não tinha necessidade de narrar todas as cenas de sexo dos dois, ficou bem cansativo, fora que eu precisava ficar lendo Tate não tendo nenhum respeito por si mesma só para não se afastar de Miles. Se a autora tivesse focado mais no drama, nos sentimentos dos personagens - sem o exagero que ela usou -, no desenvolvimento da relação, talvez a história tivesse ganhado mais uns pontinhos comigo.

Resumindo, O Lado Feio do Amor foi um completa perda de tempo para mim, até agora questiono-me por que cheguei até o final. Talvez tenha sido para poder vir até aqui e escrever essa resenha para vocês. Não desisti da Colleen ainda, mas provavelmente Métrica será minha última tentativa. Não consigo recomendar esse livro, mas se você curte NA, é fã da Colleen e ainda não o leu, talvez valha a pena arriscar. Minha opinião negativa é uma entre um milhão, a maioria dos leitores amaram para valer. É por sua conta e risco.

A Aposta - Vanessa Bosso

Título Original: A Aposta
Autor (a): Vanessa Bosso
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Classificação: + 0,5

A primeira experiência amorosa de Nina não foi nada boa. Diante de tamanha decepção, a garota não quer saber de namorados e seu coração virou uma pedra de gelo. No colégio, os garotos lançam uma aposta a Lex, o grande pegador , daqueles que arrancam suspiros até mesmo de objetos inanimados. Será que ele, com todo seu poder de sedução, conseguirá conquistar o coração de Nina? De forma hilária e dinâmica, a autora levará os leitores a uma viagem inesquecível, na qual a amizade e o amor reinarão em absoluto... Até que uma vingança surja em cena para estragar tudo. Quem sairá vencedor?
Façam suas apostas. O jogo está prestes a começar.

Quando A Aposta apareceu na lista de solicitações da Novo Conceito, li a sinopse e não pensei duas vezes antes de pedir. A premissa do livro era bem interessante e tinha um quê de NA que eu amo. Para completar os pontos a seu favor era um livro nacional e depois de algumas decepções com nacionais esse ano, com direito a um deles entrando na minha lista de mais detestado, precisava de um eleito para me deixar mais feliz.

O início de A Aposta foi realmente empolgante e mesmo que o livro não se mostrasse uma leitura excelente acreditava que poderia ao menos ser agradável e divertido. No fim das contas a história se mostrou abaixo da média e tão rápido quanto conseguiu me conquistar no início, ele também me fez perder o interesse.

A ideia geral era boa, um romance adolescente que prometia muitas cenas fofas, um jogo divertido de gato e rato entre o casal principal e alguns casais secundários e algumas intrigas para tornar tudo mais interessante, mas quando essa ideia geral começou a ser destrinchada e os desdobramentos começaram a acontecer o que poderia ser interessante se tornou exagerado e um tantinho surreal.

Um dos pontos que mais me incomodou na história é ter um casal que inicialmente parecia se detestar e que não demonstrava em nenhum momento sentir atração um pelo outro, se apaixonarem tão rapidamente. Ele não ligava para ela, ela nem se importava com a existência dele, daí foi só surgir uma aposta que quando um chegava perto do outro fogos de artifício explodiam, o sangue corria enlouquecido nas veias, o ciúme começou a se fazer presente e a paixão nasceu avassaladora e irrefreável. Em 7 dias já existia amor entre eles. Dá para vocês sentirem o exagero da coisa?

A narradora, que não era exatamente um personagem, prometia ser a minha personagem favorita. Ela era divertida, irônica e tinha umas tiradas bem legais, mas depois também se tornou exagerada e forçada demais. A narração de um modo geral me incomodou um pouco em alguns pontos. A autora sempre e é SEMPRE MESMO, detalhava as roupas que cada personagem estava vestindo: marca, cor, tamanho, etc. Isso pode ser bom algumas vezes para situar o leitor e ajudar na imaginação, mas todas as vezes? Ficou cansativo e repetitivo.

Entretanto, não foi um livro totalmente ruim. Confesso que me diverti um pouco, torci bastante pelos casais, desejei que a vilã se desse muito mal e que no final das contas tudo se acertasse. É uma leitura leve, despretenciosa e que cumpre seu papel como um entretenimento esquecível.

No Skoob descobri que existe A Aposta 2. Sinceramente não estou muito empolgada, mas a sinopse fala que Bárbara, a vilã, vem com tudo para mais uma vingança pesada. A decisão de ler vai depender muito do meu estado de espírito no momento. Por enquanto, deixo passar.

Cadê Você Bernadette? Maria Semple

Título Original: Where'd You Go, Bernadette?
Autor (a): Maria Semple
Data de Publicação: 2013 
Número de Páginas: 376
Editora: Companhia das Letras
Classificação: + 0,5

Bernadette Fox é notável. Aos olhos de seu marido, guru tecnológico da Microsoft e rock star do mundo nerd, ela se torna mais maníaca a cada dia; para as demais mães da Galer Street, escola liberal frequentada pela elite de Seattle, ela só causa desgosto; os especialistas em design ainda a consideram uma gênia da arquitetura sustentável, e Bee, sua filha de quinze anos, acha que tem a melhor mãe do mundo. Até que Bernadette desaparece do mapa. Tudo começa quando Bee mostra seu boletim (impecável) e reivindica a prometida recompensa: uma viagem de família à Antártida. Mas Bernadette tem tal ojeriza a Seattle - e às pessoas em geral - que evita ao máximo sair de casa, e contratou uma assistente virtual na Índia para realizar suas tarefas mais básicas. Uma viagem ao extremo sul do planeta é uma perspectiva um tanto problemática. Para encontrar sua mãe, Bee compila e-mails, documentos oficiais e correspondências secretas, buscando entender quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem e o motivo de seu desaparecimento. Maria Semple revela, em seu segundo romance, a influência de grandes escritores contemporâneos como Jonathan Franzen e Jeffrey Eugenides, ao mesmo tempo que se afirma como uma voz original, marcada pelo melhor humor das séries de TV norte-americanas. Sem sentimentalismos, mas com muita empatia, Cadê você, Bernadette? trata do amor incondicional de uma filha por sua mãe imperfeita.

Lembro que na escola algumas professoras costumavam dizer que começamos uma prova com a nota máxima e de acordo com os erros ou acertos das questões perdemos ou mantemos os pontos. Quando comecei a ler Cadê Você Bernadette? já considerava o livro como favorito, tudo isso porque tanto na blogosfera, quanto no Skoob ou Goodreads, ele é bastante elogiado. No decorrer da leitura a história foi perdendo pontos comigo e só persisti na leitura porque tinha esperança de que o final poderia salvar tudo.

Em primeiro lugar esse livro não é sobre o desaparecimento de Bernadette, é claro que em algum momento ela sai de cena, mas o foco da história não é esse. Na verdade quando terminei Cadê Você Bernadette? não consegui visualizar qual era a intenção do livro. Ele não é um drama; não é uma comédia; poderia ser um chick-lit, mas não tem a maioria das características do gênero; não é um romance e muito menos um sobrenatural, rs. 

Depois de muito pensar, e por essa razão optei por não fazer a resenha assim que terminei, cheguei a conclusão que a autora de uma forma bastante peculiar, através de um humor irônico e por vezes sarcástico, situações absurdas e utilizando como personagem central a complexa e inteligente Bernadette, criou uma história simples e inusitada sobre laços familiares e relações sociais.

A narrativa foi um dos principais pontos negativos do livro. Os recursos utilizados pela autora (cartas, e-mails, transcrição de gravações, bilhetes) para mostrar os diversos pontos de vista sobre a história, me deixaram um pouco perdida inicialmente, mas acabei me acostumando. O problema é que Maria Semple foi extremamente prolixa, ela pareceu se perder em devaneios várias vezes, assim como Bernadette em seus inúmeros e-mails que foram reproduzidos no decorrer do livro. A autora criou um interessante quebra-cabeças, que apesar de ter sido completamente montado deixou várias peças sobrando, parágrafos e até mesmo páginas inteiras que se descartadas não fariam nenhuma falta a história.

Quantos aos personagens, não consegui me conectar a nenhum deles. Bernadette era interessante, divertida, excêntrica e tinha sérios problemas emocionais, apesar da forma leve como a autora abordou as inúmeras situações e dificuldades provocadas por eles. Ela costumava agir como se estivesse acima de todas as outras pessoas. Para ela, todo mundo era chato, desinteressante, medíocre, bisbilhoteiro e por ai vai. Admito que em alguns momento me diverti com suas loucuras, mas ela sempre passava dos limites.

Bee começou como uma garota legal e doce, mas depois do desaparecimento da mãe se tornou bem chatinha. Algo em suas atitudes me deixou com a impressão de que ela ainda era uma criança com não mais que 10 anos, fiquei bastante surpresa quando páginas depois descobri que ela já era uma adolescente. Mãe e filha tinham uma relação muito próxima e se teve algo minimamente legal no livro, foi a forma como uma amava e cuidava da outra.

A leitura não rendeu e demorei mais do que esperava para conseguir concluí-la. Confesso que apesar de tudo o livro me prendeu, mas não por ser bom, mas porque eu tinha esperança que em algum momento ele se tornaria aquilo que eu esperava dele. Eu esperei, esperei e esperei mais um pouco, quando virei a última página e vi que não havia nada depois, fiquei indignada.

Alguns autores costumam deixar os finais de seus livros em aberto, uma forma de estimular nossa curiosidade e nos fazer imaginar as inúmeras coisas que aconteceram e não foram escritas. Até acho interessante esse tipo de artifício, mas não nesse livro, ele precisava ter uma conclusão, eu precisava que a história terminasse de um jeito legal, pelo menos isso depois da total decepção que foi essa leitura.

Cadê Você Bernadette? foi altamente frustrante. Tentei gostar dele, passei dias pensando o que eu poderia tirar de bom da história, mas continuo afirmando que para mim foi uma total perda de tempo. Entretanto, esse é um livro muito elogiado, as pessoas amaram a Bernadette e suas excentricidades, acharam fantástica a narrativa empregada pela autora, por isso se você está procurando uma história simples, com uma personagem peculiar e muitas loucuras e aventuras, esse livro pode ser uma boa escolha. Só não esqueçam de deixar as expectativas de lado antes de começar.

Um Herói Para Ela - Lu Piras

Título Original: Um Herói Para Ela
Autor (a): Lu Piras
Data de Publicação: 2014
Número de Páginas: 336
Editora: Novo Conceito
Classificação: 
Cedido em parceria com a Novo Conceito



Bianca sempre quis ser roteirista de cinema. Para realizar seu sonho, ela sai do Brasil para estudar na famosa New York Film Academy. Em meio às emoções da nova vida na Big Apple, um rapaz misterioso acaba salvando a vida de Bianca em duas situações diferentes. Tudo o que ela sabe é que o seu herói tem no braço uma misteriosa tatuagem. Sem pistas sobre o seu protetor, ela é convidada para um show da banda The Masquerades, cujos componentes escondem os rostos atrás de máscaras. Uma rosa branca cai sobre o seu colo, arremessada pelo vocalista. Decidida a desvendar a identidade do mascarado, Bianca invade o camarim da banda. A surpresa que a aguarda por trás daquela porta poderá mudar o seu destino. Uma história cheia de humor e romance,

Um Herói Para Ela era o livro mais aguardado por mim entre os lançamento de maio da Novo Conceito. Minhas últimas leituras nacionais tinham sido excelentes e foi cheia de esperança que o peguei para ler assim que a caixa da NC chegou para mim.

Escrever essa resenha foi extremamente doloroso. Assim que terminei o livro, fiquei deitada pensando como expressar meu pensamentos e sentimentos, como não ser dura demais ou crítica demais, mas a verdade é que não existem palavras suaves para falar sobre um livro que tinha tudo para dar certo e foi uma total decepção.

Um Herói Para Ela lembra bastante Química Perfeita, pelo menos na ideia geral do enredo. A grande diferença está no fato de que a trama criada por Lu Piras é muito frágil, cheia de altos e baixos e não consegue se tornar consistente. Em vários momentos a autora encontrou o tom da história, mas essa linearidade durava pouco e de novo eu me via mergulhada em uma história com muitas informações e vários plots interessantes que não foram desenvolvidos. As cenas não se encaixavam direito, faltou conectividade para que a narrativa fluísse. Além disso muitas coisas que aconteceram foram absurdas e a história se tornou fantasiosa demais

Imagine comigo que uma mulher está dentro de um trem e um homem começa a assediá-la fisicamente. Um segundo homem aparece, mostra uma tatuagem no braço e o assediador sai correndo em pânico. Dias depois essa mulher conhece um garçom e se encanta por ele, qual a chance dela não lembrar de forma alguma que esse garçom é o mesmo homem que a salvou? Lembrando que ela havia visto seu rosto no trem. Eu jamais esqueceria, principalmente num espaço tão curto de tempo, mas a protagonista do livro parece ter sofrido uma lavagem cerebral. Essa foi apenas uma das situações que me causaram incômodo durante a leitura, mas várias outras se seguiram a essa. Rapto de helicóptero com direito a uso de bomba de gás, é só mais um exemplo.

A construção dos personagens também deixou muito a desejar, principalmente com relação a personalidade de cada um. Nat, amiga de Bianca foi o exemplo mais claro. Ela odiava num momento e passava a amar no momento seguinte. Assim que ela apareceu tudo levava a crer que seria uma rival de Bianca, uma pessoa que faria de tudo para prejudicá-la. Deu em cima do namorado da colega de apartamento e na cena seguinte estava tentando convencer Bianca que ela deveria correr atrás do amor de sua vida. Foi uma mudança muito brusca, de cobra a coelhinho em poucas páginas. Isso aconteceu com vários outros personagens, mas não de forma tão acentuada e marcante como com Nat.

Bianca, a protagonista, era uma garota legal, mas sua fixação por contos de fada já estava me irritando. Ela não queria um homem normal que poderia fazê-la feliz,  queria um com problemas para que pudesse moldar e transformá-lo em príncipe. Um bêbado, ou drogado, ou traficante, ou gângster, ou ladrão, menos um homem tranquilo, comum, sem grandes problemas. Ela estava empenhada em fazer valer a premissa: "o amor muda tudo".

A autora tentou introduzir um triângulo amoroso, mas ele não funcionou em momento nenhum. Desde que Paul, o pretendente americano, rico e bonito de Bianca apareceu eu soube porque ele se aproximou dela. Desde o primeiro momento. Entretanto, só existia um homem para Bianca nesse livro, o homem da tatuagem, aquele que salvou a sua vida e de quem ela não lembrava. Algumas coisas sobre esse personagem me incomodaram também, mas não entrarei em detalhes porque envolve segredos e eu poderia estragar a surpresa para quem não conseguir captar as coisas logo no início.

Esse é um livro cheio de clichês e eu gosto de romances assim, mas eles precisam ter uma identidade própria, algo que os diferencie dos demais, infelizmente não foi esse o caso aqui. Os diálogos são melosos demais, intensamente dramáticos e carregados de sentimentos, mas sinceramente tudo em excesso enjoa, se torna cansativo e até mesmo chato.

Um Herói Para Ela tinha tudo para ser uma excelente história, mas uma receita com ingredientes demais pode perder o ponto e foi o que aconteceu aqui. A autora deixou soltou a imaginação e não conseguiu dar conta de todos os elementos e situações que ela colocou na trama. Talvez se o enredo fosse mais simples a história teria dado certo.

Infelizmente para mim o livro não funcionou e eu não consegui gostar por mais que eu tenha me esforçado e acreditado até as páginas finais. Mas se você estiver procurando um romance bem meloso e clichê, com algumas cenas de ação e segredos perigosos, Um Herói Para Ela pode ser uma boa escolha. 

Enders - Lissa Price (Starters #2)

Título Original: Enders
Data de Publicação: 2014
Número de Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Série: Starters #2
Classificação:
Cedido em parceria com a Novo Conceito


Depois que a Prime Destinations foi demolida, Callie pensou que teria paz para viver ao lado do ir- mão, Tyler, e do amigo, Michael. O banco de corpos foi destruído para sempre, e Callie nunca mais terá de alugar-se para os abomináveis Enders. No entanto, ela e Michael têm o chip implantado no cérebro e podem ser controlados. Além disso, o Velho ainda se comunica com Callie. O pesadelo não terminou. Agora, Callie procura uma maneira de remover o chip – isso pode custar sua vida, mas vai silenciar a voz que fala em sua mente. Se continuar sob o domínio dos Enders, Callie estará constantemente sujeita a fazer o que não quer, inclusive contra as pessoas que mais ama. Callie tem pouco tempo. Obstinada por descobrir quem é de fato o Velho e desejando, mais que tudo, uma vida normal para si e para o irmão, ela vai lutar pela verdade. Custe o que custar.

RESENHA LIVRE DE SPOILER

Decepção é a palavra que melhor define Enders para mim. No começo do ano passado quando li Starters achei o livro incrível. A autora me prendeu com as reviravoltas emocionantes, os mistérios e muito suspense. Mais de um ano depois quando enfim puder ler a continuação estava cheia de expectativas, o primeiro livro tinha terminado daquele jeito e prometia muitas revelações e mais mistérios.

Enders não chega nem perto do seu antecessor. Comecei a ler e achei tudo muito chato, monótono e acabei desistindo da leitura. Retomei algum tempo depois decidida a terminar e sinceramente eu precisava estar bem decidida mesmo, porque quase parei de novo. A história é uma montanha-russa com muitos altos e baixos, mais baixos do que altos por sinal. Demorou muito para que algo de realmente interessante acontecesse e mesmo assim só me deixou um pouquinho menos entediada e não muito animada como esperava ficar.

Callie que foi uma protagonista incrível em Starters, me decepcionou bastante no seu retorno. Ela só conseguia me irritar e eu não parava de pensar o quanto ela era descuidada. Nunca pensava antes de agir e por isso se meteu em várias situações difíceis. Além disso todo garoto que se aproximava dela desenvolvia uma paixão instantânea, era algo um pouco forçado. Ainda bem que o romance não teve um grande destaque na história.

O Velho, vilão de Starters finalmente é revelado no final desse livro, mas para mim não foi nenhuma surpresa. Desde as primeiras páginas a grande revelação estava gritando na nossa cara. Não quis acreditar, muito menos aceitar que a Lissa fosse tão previsível, fiquei na expectativa de ter me enganado e de uma revelação bombástica  vir à tona em algum momento. A justificativa do Velho para o banco de corpos da Prime, foi muito... foi tão... nem consigo encontrar uma palavra para definir. Só posso dizer que não foi legal.

Não gostei do destino de alguns personagens e acho que algumas questões ficaram sem resposta. Faltou drama, faltou emoção, faltou surpresas e o final que poderia ter salvado tudo, deixou muito a desejar.

Enders poderia ter sido excelente, a Lissa tinha tudo para encerrar essa duologia de forma emocionante e marcante, mas não conseguiu fechar a história de uma forma legal. Li muitos comentários empolgados sobre esse livro, mas comigo não deu certo. Aconselho que leiam e tirem suas conclusões, principalmente se você adorou Starters e assim como eu e estava esperando pelo grande desfecho. Sinceramente, boa sorte!

Um Porto Seguro - Nicholas Sparks

Título Original: Safe Haven
Data de Publicação: 2012
Número de Páginas: 414
Editora: Novo Conceito
Classificação:
Livro cedido em parceria com a Novo Conceito


Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.

Quem já leu todos os livros lançados do Nicholas Sparks, já deve ter percebido (por mais que seja super fã) que suas histórias já não tem mais nada de inovadoras. Até um certo momento não me incomodei com isso, porque não li todos os seus livros e aqueles que eu escolhi ler tinham detalhes que tornavam a história interessante, envolvente e emocionante, mesmo com sua dose de clichê.

Porto Seguro foi a minha última leitura do autor e provavelmente será a última de verdade. Dessa vez o que já vinha irritando certos leitores e fazendo com que eles abandonassem os livros do Nicholas, me atingiu também. Queria acreditar que ele ainda é capaz de escrever algo que me faça chorar, me faça suspirar ou que faça meu coração bater mais forte, mas não acredito que isso possa acontecer. Por isso antes de ser uma resenha, esse post é um aviso de desistência. Nicholas querido, eu estou abandonando você, porque por mais que você tenha achado a fórmula do sucesso e seus livros vendam como água, para mim as suas histórias não funcionam mais. Caso você resolva inovar e surpreender, eu posso reconsiderar a minha decisão.

Quando comecei a ler Um Porto Seguro, minhas expectativas estavam altíssimas. Minha irmã tinha lido ele antes de mim e estava completamente in love com a história. Perfeito, incrível, lindo, emocionante, foram tantos elogios que assim que apareceu uma brechinha no meu tempo, comecei a ler. Nem preciso dizer que criar expectativas com relação a um livro é péssimo para a leitura (aliás criar expectativa com relação a qualquer coisa é contra-indicado). Conheço a fórmula do Nicholas, mas ele sempre conseguia me surpreender ou me emocionar em algum momento, por isso eu imaginei que minha irmã estava certa e esperei pelo momento em que seria arrebatada pela história, mesmo que ela fosse cheia de clichês.

Foi uma leitura longa, tediosa, cheia de detalhes insignificantes e com um enredo cheio de falhas. Pensei em largar o livro diversas vezes, mas ainda existia um mínimo de esperança que não me permitiu fazer isso. O problema é que o final do livro chegou e o arrebatamento não veio. Faltou algo, faltou tudo. Faltou emoção de verdade, não daquela que nos faz chorar, mas daquela que nos prende à história, que nos faz torcer pelos personagens e que nos deixa satisfeitos mesmo quando o final é perfeito mas não é o que a gente queria.

Alex e Katie formram um casal muito legal. Ela demorou um pouco para se deixar envolver, teve medo que seus segredos fossem descobertos ou que seu passado voltasse para assombrá-la, mas Alex foi insistente e usou de todas as armas para conquistá-la.

O problema no livro está no detalhamento desnecessário de algumas cenas (o que torna a história mais longa do que deveria) e na criação de alguns personagens. O ex-marido de Kate, por exemplo, foi a maior pedra no meu sapato (e no dela também, coitada). Ele era louco, literalmente, e eu senti mais pena do que raiva das suas atitudes e sinceramente querido Nicholas, um homem como ele, que fez o que fez, jamais deveria despertar pena nas pessoas.

O livro também tem um toque sobrenatural, algo misterioso que eu descobri logo de cara e que foi mais um ponto que não fez tanta diferença na história, pelo menos para mim.

Se você é fã do Nicholas e acredita que suas histórias mesmo sendo tão repetitivas ainda são incríveis, esse livro é pra você. Se você nunca leu nenhum livro do Nicholas e está pensando em começar, escolha outro. Agora se você assim como eu tem um histórico de amor e ódio com os livros do autor, eu aconselho que leia, mas não com muitas expectativas e tire suas próprias conclusões. 

P.S.: Obviamente irei assistir ao filme. Sempre gosto mais das adaptações dos livros do Nicholas do que das histórias escritas. 

As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky

Título Original:  The Perks of Being a Wallflower
Data de Publicação: 2012
Número de Páginas: 223
Editora: Rocco
Classificação:



Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

Com ótimas indicações e uma história que prometia mudar a minha vida comecei a ler As Vantagens de Ser Invisível com a certeza de que encontraria mais um livro para o roll dos favoritos. Mas a verdade é que até agora eu estou tentando encontrar a grande "coisa" que todas as pessoas que o encheram de elogios e o elevaram a uma média 4.6 no Skoob, encontraram.

As Vantagens de Ser Invisivel é um livro complicado de ser avaliado, pelo menos na minha opinião. Cada pessoa vê um livro de uma forma diferente, talvez seja igual em alguns aspectos, mas sempre irão divergir em algo. Eu divergi em muitas coisas com a maioria dos leitores e uma leitura que prometia muito foi uma completa decepção.

O livro é narrado através de cartas escritas por Charlie a um destinatário desconhecido. A forma como as cartas são escritas mostram muito do seu remetente, não apenas pelas coisas que ele narra sobre a sua vida, mas pela forma como ele escreve. No início as cartas são curtas e um pouco confusas, dá para sentir o quanto o garoto ainda está pouco a vontade. No decorrer da história as cartas se tornam maiores, mais detalhadas, mas continuam um pouco confusas. Ele mistura várias informações, deixa pistas sobre um determinado ocorrido em uma carta mas só revela a história toda algumas cartas mais a frente,isso quando revela.

Charlie é um garoto complicado de se definir. Inicialmente ele parece ser extremamente ingênuo de um jeito que beira a irrealidade. Por muitas vezes senti como se as cartas fossem escritas por uma criança de no máximo 10 anos. Ele chora com muita facilidade, se conforma com todas as situções, nunca fala o que pensa e suporta as ofensas de uma forma tão inocente que chega a ser irritante. No final do livro alguns fatos sobre a sua vida são revelados e se mostram como a provável causa de suas atitudes, mas ainda assim Charlie continuou sendo um personagem nada cativante e sua história de vida apesar de forte e permeada por acontecimentos marcantes não causaram nada em mim.

O livro é cheio de assuntos polêmicos como bullying, drogas, violência contra a mulher, entre outros. Provavelmente a intenção do autor foi tratar desses assuntos de forma uma pouco mais "leve", menos dramática, mas não era isso que eu estava esperando e tenho quase certeza que essa falta de emoções fortes foi o que faltou para me envolver.

Não tenho dificuldade de avaliar os livros que eu leio, geralmente assim que termino a leitura já sei que nota irei dar. Com As Vantagen de Ser Invísível foi um pouco diferente. O livro não me agradou em quase nada começando pelo protagonista o que é um ponto negativo bem forte, fora todos os pontos que eu citei antes. O livro é pequeno e mesmo assim demorei mais do que o normal para terminar, não tinha vontade de voltar para a história. Por todas essas razões ele é sem dúvida um livro duas estrelas. MAS algo dentro de mim me diz que eu não soube enxergar as verdadeiras lições que o livro tinha a oferecer, eu senti o potencial, mas ele não se desenvolveu e é por isso que vocês leiam e formem suas opiniões.

Estou ansiosa pelo filme, algo me diz que irei gostar muito mais da adaptação do que do livro. Se mesmo assim as minhas opiniões não mudarem (pelo que eu soube o filme é bastante fiel) é porque esse livro não era pra mim.

Talvez a expectativa tenha atrapalhado mais uma vez e eu não tenha conseguido aproveitar o que ele tinha a me oferecer. Talvez ter começado ele logo depois de terminar Belo Desastre não tenha sido uma boa ideia. Mas o que eu acho de verdade é que ele prometeu muito e não cumpriu quase nada. Sabem aquele livro de Shakespeare "Muito Barulho Por Nada"? é exatamente isso que eu penso sobre ele. Mas eu sou minoria e talvez você não deva levar apenas a minha opinião a sério. Arrisque, tente. Tenho quase certeza que você vai encontrar nele o que eu não consegui enxergar.

Por Um Momento Apenas - Bella Andre (The Sullivans #2)

Título Original: From This Moment On
Data de Publicação: 2012
Número de Páginas: 272
Editora: Novo Conceito
Série: The Sullivans #2
Classificação:
Livro cedido pela Novo Conceito
Durante 36 anos, Marcus Sullivan fora o irmão mais velho, ajudando a cuidar de seus sete irmãos após a morte do pai, quando ainda eram crianças. No entanto, quando o futuro perfeito que ele planejara para si próprio transformou-se em nada além de uma mentira, Marcus precisa de uma noite de loucura para se esquecer de tudo.
Nicole Harding é conhecida no mundo todo por apenas um nome — Nico —, graças à sua música pop contagiante. No entanto, o que ninguém sabe sobre essa cantora de 25 anos é que sua imagem de símbolo sexual é totalmente falsa. Depois de ter sido terrivelmente traída por um homem que amava a fama mais do que a ela, jurou nunca mais deixar ninguém se aproximar a ponto de descobrir quem ela realmente é... ou de magoá-la novamente.
Principalmente aquele homem maravilhoso que Nicole conhecera em uma boate, ainda que o desejo — e as promessas transgressoras — em seus olhos negros a fizessem querer revelar todos os seus segredos. Uma noite é tudo o que Nicole e Marcus concordam em compartilhar um com o outro. Contudo, nada acontece como planejado quando, em vez de uma simples relação carnal, descobrem-se ligados de uma forma pela qual nenhum dos dois esperava. E, embora tentassem lutar contra isso, os sentimentos incontidos — e a atração profunda — os aproximava cada vez mais.

Livros eróticos estão em alta no mercado editorial. Não me incomodo em ler histórias com conteúdo mais adulto e que contenham cenas de sexo, desde que exista uma trama bem trabalhada que dê consistencia a tudo isso. Não é interessante ler cenas onde os personagens transam a cada cinco minutos e só.

Por um Momento Apenas de Bella Andre é o segundo livro da série erótica dos irmãos Sullivan. Lendo resenhas do primeiro livro da série, Um Olhar de Amor, vi que alguns blogueiros acreditavam que a escrita da autora amadureceria a cada livro, eu também cheguei a acreditar que ela conseguiria trabalhar melhor seus personagens e criar um bom enredo que fosse permeado pelas cenas de sexo que são essenciais em livros eróticos, mas a esperada evolução se tornou um retrocesso.

A história de Amor entre Marcus e Nicole tem o início mais incrível, para não dizer improvável, que vocês possam imaginar. Mesmo assim estava disposta a relevar certas falhas na coerência da história se em algum momento mais a frente as coisas evoluissem, os personagens e seus dramas fossem bem explorados e se a autora colocasse uma boa história nas páginas do seu livros além de apenas sexo, sexo e mais sexo.

O primeiro sinal de que as coisas não estavam indo bem foi quando algumas palavras começaram a me incomodar. Como falei antes não me importo em ler histórias com conteúdo mais adulto, mas a tradutora não foi feliz na escolha de algumas expressões (uma solução seria colocar a mesma tradutora para todos os livros da série). Não sou puritana, mas achei que o vocabulário chulo foi extremamente desnecessário. Na primeira vez em que elas começaram a aparecer quebraram o clima do momento e até me fizeram rir, porque foi extremamente ridículo. Mas depois elas começaram a incomodar cada vez mais até o ponto onde eu não suportava quando Marcus se tornava o narrador (a narração é alternada entre ele e Nicole), era sempre na voz dele que essas palavras apareciam.

Depois disso não consegui mais ingnorar a falta de coerência e a falta de história do livro. Era só sexo. No apartamento, na praia, no banheiro e em vários outros lugares. Se em Um Olhar de Amor os personagens passam 90% do livro trocando fluídos se amando, me arrisco a dizer que Marcus e Nicole passam 98% do livro nessa "empolgação".

O interessante é que quando comecei a leitura me apaixonei por Marcus, ele tinha todas as qualidades para fazer parte do roll de personagens perfeitos e desejados, mas ele foi caindo no meu conceito depois de dizer as tais palavras que me incomodaram. Além disso ele é extremamente dominador, do tipo eu mando e você faz ou leva umas palmadas. Mesmo que tudo isso tenha uma conotação erótica e essas palmadas não signifiquem completa submissão e agressão física, o jeito dele de ser dominador ao extremo e de querer sempre mandar cutucou meu lado feminista.

Os livros dessa série são feitos para nos distrair, nos fazer suspirar; não são livros que vão nos marcar ou trazer grandes lições, mesmo assim eu ainda acho que a autora poderia ter explorado mais o lado emocional dos personagens. Adoraria vê-los conversar sobre suas vidas, seus anseios e é claro sobre o sentimento que nasceu entre os dois - de forma tão rápida.

Vou continuar acompanhando os irmãos Sullivan, porque não posso negar que eles esbanjam testosterona e são demais, mas espero que nos próximos livros a escrita da autora melhore MESMO e que a história de Gabe seja mais interessante do que a do seu irmão mais velho.

Conselho de Amiga - Siobhan Vivian

Título Original: A Little Friendly Advice
Data de Publicação: 2012
Número de Páginas: 224
Editora: Novo Conceito
Classificação:






Ruby está completando 16 anos... mas o dia especial não é tão doce quanto foi planejado. Seu pai desaparecido há muito tempo aparece e Ruby não quer ter nenhuma relação com ele. Ao contrário, ela quer sair com seus amigos — a leal Beth, a perigosa Katherine e a fofoqueira Maria. Elas dão muitos conselhos a Ruby — sobre garotos, seu pai e como ela deve se vestir e como deveria estar se sentindo. Mas, na verdade, ela não sabe o que pensar ou sentir. Especialmente quando um novo garoto entra em cena... e Ruby descobre que algumas de suas amigas não são tão verdadeiras quanto dizem.

Comecei a ler Conselho de Amiga sem pretensão nenhuma. Já tinha lido algumas resenhas sobre Não Sou Esse Tipo de Garota, outro livro da autora lançado pela Novo Conceito, e os comentários deixavam claro que a autora escreve para o público juvenil algo bem adolescente mesmo, então é óbvio que eu não esperava uma grande história, mas pelo menos esperava que fosse uma leitura divertida e uma boa distração. Não foi.

Conselho de Amiga de Siobhan Vivian é uma livro sobre adolescentes, suas dúvidas, anseios, medos e todas as experiências vividas que levam ao amadurecimento. Falando assim, até parece que o livro é legal, mas não é. Não consigo entender porque alguns autores tem uma visão de que adolescentes precisam ser sempre tão problemáticos, confusos, dramáticos e insuportavelmente infantis. Sei que a adolescência é uma fase difícil - para alguns - cheia de mudanças e adaptações, mas as garotas desse livro tem atitudes tão infantis que mais parecem crianças mimadas e birrentas, que acham que o mundo gira em torno dos seus umbigos.

O retorno do pai de Ruby poderia trazer mais emoção a história. Na verdade imaginei que esse seria o foco principal da trama, mas acabou ficando em segundo plano. A autora poderia ter investido e desenvolvido melhor esse momento de readaptação na vida de Ruby. As cenas se bem escritas poderiam envolver e emocionar o leitor, afinal perdoar e entender é um processo que pode ser difícil e doloroso, mas ajuda a amadurecer. Acho que esse ponto da trama, se tivesse a importância merecida, tornaria o livro muito melhor e talvez até mudasse minha visão sobre Ruby e sua personalidade irritante.

Com relação às garotas, acho que não restou muito o que falar sobre elas. Maria quase não tem participação na história. Quando li a sinopse imaginei que ela seria responsável por disseminar a discórdia com suas fofocas, mas até agora não entendo porque ela foi taxada assim. Katherine é uma rebelde sem causa, que tem vários problemas em casa e tenta superá-los da melhor forma possível. Às vezes as suas atitudes são extremas, mas nada que possa ser descrito como violento. Beth é a mais próxima à Ruby, elas são amigas desde pequenas e por isso tem mais intimidade uma com a outra. Exatamente por esse motivo Beth se acha no direito de escolher o que é bom ou ruim para a amiga e acaba metendo os pés pelas mãos. Não concordo com o que ela fez, foi uma atitude meio egoísta, mas preciso admitir que do jeito dela, ela só queria poupar a amiga do sofrimento. Ruby é a personagem principal da história e a menos simpática de todas, qualquer uma das outras garotas seria melhor como protagonista do que ela. Tudo que ela fazia e falava me irritava e nem mesmo quando toda a verdade veio à tona, consegui ter o mínimo de simpatia por ela.

Quanto ao romance ele até poderia ter dado um toque mais fofo e bonitinho ao livro e talvez até conseguisse me deixar um pouco menos insatisfeita com a história, mas não teve romance. Sabe aquele personagem que aparece e não faz a mínima diferença se ele estivesse lá ou não? Foi exatamente assim com fulano. Não dá para afirmar que houve um romance na história quando as cenas entre o casal - juntando tudo - não passaram de 4 folhas. Além disso ele é totalmente sem graça, não parece ser bonitinho, nem é engraçado ou tem qualquer qualidade que consiga conquistar a simpatia dos leitores, pelo menos não conquistou a minha.

O meu problema com o livro não é porque ele retrata o universo adolescente, já li vários livros que tinham esse tema como foco e que me agradaram bastante. O grande problema foi a escrita da autora, achei tudo muito solto, várias ideias, vários conflitos, mas nenhum deles foi bem desenvolvido, bem explorado e algumas coisas foram deixadas de lado sem explicação, sem solução. Além disso como falei anteriormente não é porque os personagens são adolescentes que eles necessariamente precisam ser irritantes, chatos, cheios de problemas e conflitos com os pais.

Não indico a leitura, mas se mesmo assim você quiser arriscar não diga que eu não avisei, rs.


 

Sociedade Secreta: Rosa e Túmulo - Diana Peterfreund (Série A Sociedade Secreta #1)

Título Original: Secret Society Girl
Data de Publicação: 2008
Número de Páginas: 397
Série: Sociedade Secreta #1
Editora: Galera Record
Classificação:


Amy Haskel é editora da revista literária da faculdade e acredita que logo será convocada para a sociedade secreta Pena & Tinta. Mas tudo muda quando ela se torna uma das primeiras garotas convidadas a integrar a Rosa & Túmulo, a sociedade secreta mais poderosa - e infame - do país. Amy vê sua vida virar do avesso depois que se transforma em uma Coveira (como são chamados os integrantes da Rosa & Túmulo) - não consegue estudar, se afasta dos amigos e está prestes a perder seu quase-namorado. E é só o começo. Em nome da sociedade, Amy deverá assumir a liderança de uma grande conspiração que envolve dinheiro e poder, e que tem (grandes) chances de destruir sua vida.

Sabe quando você lê um livro que todo mundo adorou mas que não conseguiu te conquistar? E o pior, você não gostou do livro mas não consegue identificar onde exatamente estão os defeitos ou os pontos que te incomodaram. É exatamente assim que eu me sinto desde que terminei A Sociedade Secreta: : Rosa e Túmulo de Diana Peterfreud.
Demorei meses para conseguir terminar. Na verdade comecei a lê-lo ano passado mas a história não me cativou, então resolvi largar e retomar a leitura em um momento em que estivesse mais empolgada e disposta. No começo desse ano decidi que era hora de dar mais uma chance ao livro e quem sabe me surpreender com ele e ser conquistada como aconteceu com a maioria dos leitores.

Terminei a leitura há mais de dois meses, mas assim como me senti desestimulada para terminar o livro, também me senti para escrever sobre ele. Agora decidi que era o momento de deixar a preguiça e o desânimo de lado e colocar em palavras meus pensamentos.

Comecei a leitura desse livro cheia de expectativas, algumas folhas depois estava tentando encontrar uma razão para terminar. Não é que o livro seja ruim, afinal com uma legião de fãs tão grande algo de muito bom ele deve ter. O problema é que eu não consegui criar uma conexão com a trama, com os personagens e a leitura se tornou extremamente tediosa.

Afinal, esse livro é sobre o que mesmo?? As sociedades ditas secretas não são tão secretas assim; os romances que poderiam trazer emoção a história são quase inexistentes; os diálogos e as situações não são divertidas; encontramos um pouquinho de drama nas páginas finais, mas passa tão rápido que logo esquecemos; não existe mistério ou situações perigosas e cheias de adrenalina. Como eu poderia me interessar e ser fisgada por um livro assim?

O que me atraiu para ler A Sociedade Secreta não foram os comentários positivos e empolgados, eles só serviram para que eu ficasse curiosa e procurasse saber mais sobre o livro, o que me estimulou de verdade foi o título. Imaginei que encontraria uma trama cheia de segredos (realmente importantes) e mistérios que me deixariam na maior expectativa, algumas situações perigosas também cairiam bem para dar mais ação a história, mas a verdade é que a trama passeia por vários pontos sem focar em nenhum específico, e os segredos subentendidos no título responsáveis por despertar minha curiosidade e interesse pelo livro são extremamente sem graça, apáticos.

Outra coisa que me incomodou bastante foi a quantidade de personagens, são tantos que até agora ainda tenho dúvidas de quem é quem. Só sei quem é a Amy porque enfim ela é a principal. Para confudir ainda mais a minha cabeça cada personagem que faz parte da sociedade tem um novo nome, então eu nunca sabia quem era quem e precisava ficar voltando para a página onde eles foram apresentados a sociedade e seus novos "nomes" foram escolhidos, me irritei bastante com isso.

Depois de me decepcionar tanto com um livro tão elogiado resolvi procurar posts que falassem principalmente sobre os outros livros da série, talvez encontrasse alguma notícia animadora que me incentivasse a não abandoná-la. Encontrei vários posts falando que os outros livros são ainda melhores (nesse caso foram pessoas que amaram a série desde o primeiro livro) e que quem não curtiu muito o primeiro livro deveria dar mais uma chance e ler o segundo porque a história melhora BASTANTE, parece até que os romances se tornam mais evidentes e são responsáveis por trazer fortes emoções a história.
Mas a verdade é que mesmo com todos esses elogios e estímulos, não tenho ânimo para continuar lendo essa série. Isso já aconteceu antes com um outro livro - Cidade dos Ossos - e estava determinada a não terminar a série, mas li tantos, tantos elogios principalmente sobre o desfecho que a história teve que deixei minha determinação de lado e minha próxima compra incluirá os dois livros que estão faltando.
O que eu quero dizer é que posso mudar de ideia e de repente vocês descobrirem que eu estou lendo o livro 2, mas no momento essa possibilidade está completamente descartada.
 
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