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De Sangue e Cinzas - Jennifer L. Armentrout

Título Original: From Blood and Ash
Autor (a): Jennifer L. Armentrout
Data de Publicação: 2021
Número de Páginas: 672
Editora: Galera Record
Classificação: 




Uma donzela.

Escolhida desde o nascimento até a inauguração de uma nova era, a vida de Poppy nunca foi dela. A vida de donzela é solitária. Nunca sendo tocada. Nunca sendo vista. Nunca falando. Nunca experimentando prazer. Esperando o dia de sua ascensão, ela preferia estar com os guardas, combatendo o mal que tomou sua família, do que se preparando para ser considerada digna pelos deuses. Mas a escolha nunca foi dela.

Um dever

O futuro do reino inteiro repousa sobre os ombros de Poppy, algo que ela nem tem certeza de que quer para si mesma. Porque uma donzela tem um coração. E uma alma. E saudade. E quando Hawke, um honrado guarda de olhos dourados destinado a garantir sua Ascensão, entra em sua vida, destino e dever ficam emaranhados de desejo e necessidade. Ele incita a raiva dela, faz com que ela questione tudo em que acredita e a tenta com o proibido.

Um reino

Abandonado pelos deuses e temido pelos mortais, um reino caído está surgindo mais uma vez, determinado a recuperar o que eles acreditam ser deles através da violência e da vingança. E à medida que a sombra daqueles amaldiçoados se aproxima, a linha entre o que é proibido e o que é certo fica obscurecida. Poppy não está apenas prestes a perder o coração e ser considerada indigna pelos deuses, mas também a sua vida quando todos os fios encharcados de sangue que mantêm seu mundo unido começam a se desfazer.

Passei mais de 60% da leitura pensando: por que eu não larguei esse livro ainda? E depois passei os últimos 30% pensando: era isso que eu esperava desde o começo.

Provavelmente a culpa é da expectativa. A minha estava nas alturas. Entretanto é engraçado pensar que eu nem sabia a sinopse do livro quando decidi ler. Eu não sabia nadica de nada, mas a minha cabeça bateu o martelo que seria algo no estilo Corte de Rosas e Espinhos. E foi. Foi tanto que todos os plots do livro eu descobri nos primeiros 20%, afinal eu sou formada na escola Sarah J. Maas de Vilões que não são tão Vilões assim.

E por que eu não larguei? Porque a escrita da Jennifer é muito boa, não com relação ao enredo criado - esse estava devagar quase parando -, mas com relação a forma como ela conseguiu me convencer que aquela história morna ia dar em algum lugar interessante. E deu. Muuuuuuito interessante. Tão interessante que já estou agoniada pelo segundo livro.

Enquanto tentava me manter firme na leitura, desabafei com minha prima, que já havia lido o livro, todas as minhas frustrações por não estar entendendo nada - uma confusão de donzela, ascendido, voraz, atlante, guerra, ascensão -, minha cabeça estava um nó e autora não estava fazendo muita coisa para isso melhorar. Então ela me disse algo interessante e que também me ajudou a não abandonar o livro: "Caline, você não sabe porque a Poppy também não sabe. Você como leitora está na mesma posição que ela: confusa, no escuro e sendo enganada". Sinceramente eu não sei se a ideia da autora era essa, mas fez total sentido pra mim e por mais que eu estivesse frustrada, me agarrei a esse pensamento e segui lendo.

A Poppy como protagonista foi uma tentativa quase frustrada de mocinha forte, determinada e que sabe se defender de tudo. O "quase" é porque, no começo, para alguém tão treinada ela baixou a guarda rapidinho quando se viu sozinha com o Hawke (dei um crédito porque a coitada era carente e ele bem gostoso). Algumas páginas depois ela conseguiu se recuperar um pouco, mas já não me convenceu tanto.

O Hawke foi muito transparente para mim. Acho que não era intenção da autora que todos os meus chutes fossem certeiros logo no começo, mas certamente experiências anteriores ajudaram nisso. Ele era o típico protagonista "moreno, alto, bonito e sensual", só que estava longe de ser a solução para os problemas da Poppy. A intenção dele com ela e o que acabou acontecendo foram coisas um pouco diferentes.

Falando sobre os dois como casal, eu esperava mais. Cadê a química????? Eu sei que estava lá, mas nessa hora a escrita da autora não funcionou. As primeiras interações são quentes, na teoria. Na prática eu lia as cenas e não sentia nada. As provocações entre eles no decorrer da leitura também não despertaram o menor interesse em mim. Mas daí, faltando uns 20% para a história acabar a autora acertou o tom. De tudo. Do romance, das intrigas, das cenas de ação. E eu não conseguia mais largar o livro.

As páginas finais foram interessantes e conseguiram compensar um pouco o que faltou na maior parte da história. Estou muito curiosa pelo próximo livro porque a revelação que Hawke fez muda o rumo das coisas, pelo menos em tese. Quero ver a reação da Poppy e muito mais da interação entre eles. Vamos ver se essa química melhorou para valer.

Acho que o segundo livro promete bastante, é só a Jennifer manter as coisas no mesmo ritmo do final do primeiro livro que as chances da história que está por vir ser muito boa são grandes.

O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover

Título Original: Ugly Love
Autor (a): Colleen Hoover
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas: 336
Editora: Galera Record
Classificação:  

Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Colleen Hoover é uma autora muito, muito amada. Seus livros sempre têm notas ótimas tanto no Skoob quanto no Goodreads, mas parece que comigo eles não funcionam muito bem. Um Caso Perdido, um dos maiores xodós dos leitores, foi minha primeira experiência com a autora e apesar de ter visto o quanto a história é incrível não consegui sentir nada que os personagens estavam sentido e isso é um ponto crucial para mim, principalmente em um drama.

Como sou uma pessoa persistente - vide minhas experiências com a Sophie Kinsella - resolvi que daria uma nova chance a autora e suas histórias cheias de intensidade e peguei O Lado Feio do Amor para ler.

Preciso de uma pausa nesse momento, porque só de pensar no tempo precioso e escasso que perdi com esse livro fico altamente irritada comigo. Quando comentei com minha irmã minhas impressões parciais sobre a história ela me disse sem cerimônias que já teria abandonado. Deveria ter ouvido seu sábio conselho.

O Lado Feio do Amor tinha muito potencial para ser um bom livro. A sinopse deixou-me bastante animada e todas as resenhas que li dele estavam preprando-me para uma história pungente, emocionante e com um romance lindo, mas o que encontrei ficou um tantão abaixo disso.

Vamos começar pela protagonista que não tinha nenhum amor próprio. Tate aceitou entrar em um "lance" que era só sexo. Nada de perguntas sobre o passado, nada de esperanças sobre o futuro. Seria tudo ok se não ficasse claro desde o início que ela não conseguiria ficar com Miles sem se apaixonar por ele. Ou seja, acordo super roubada. Então passamos o livro inteiro vendo ela querendo mais, mas aceitando apenas os pequenos momentos, tentando enxergar algo mais em cada ação ou palavra dele. Autoestima mode off.

Quanto ao Miles, mesmo ele tendo colocado as regras dele desde o início e a Tate tendo aceitado, deu raivinha porque estava claro que ele também estava sentindo algo mais, mas ficava se prendendo a um trauma do passado que foi sendo revelado aos poucos. Na verdade era difícil ficar com raiva dele muito tempo por motivos de: ele estava seguindo as regras.

Com relação à narrativa nós não nos entendemos. Colleen quis usar um estilo poético, mas ficou chato  de verdade. Os capítulos se intercalavam entre Tate, no presente, e Miles, 6 anos antes. Era tudo muito intenso, mas não de um jeito bom. Tate virava líquido quando Miles tocava nela, o tempo todo. Gente! E isso é apenas uma das muitas metáforas que ela usou e eu já não aguentava mais. Miles também não ficava atrás:

Mas quando você beija alguém por causa de quem a pessoa é, a diferença não se encontra no prazer.
A diferença se encontra na dor que você sente quando não está beijando aquela pessoa.
Não dói quando não estou beijando nenhuma das outras garotas que já beijei. Só dói quando não estou beijando Rachel.
Talvez isso explique por que se apaixonar dói pra caramba.

Não consegui lhe dar bem com esses momentos, que por sinal estiveram presentes o livro inteiro. Isso sem levar em consideração a coisa toda de amor à primeira vista e "ela será a mãe dos meus filhos". Foi o tipo de intensidade, de amor que não me convenceu.

Outra coisa que me incomodou e muito foram as inúmeras cenas de sexo. Ok, eu sei que o livro é um NA. Mas não tinha necessidade de narrar todas as cenas de sexo dos dois, ficou bem cansativo, fora que eu precisava ficar lendo Tate não tendo nenhum respeito por si mesma só para não se afastar de Miles. Se a autora tivesse focado mais no drama, nos sentimentos dos personagens - sem o exagero que ela usou -, no desenvolvimento da relação, talvez a história tivesse ganhado mais uns pontinhos comigo.

Resumindo, O Lado Feio do Amor foi um completa perda de tempo para mim, até agora questiono-me por que cheguei até o final. Talvez tenha sido para poder vir até aqui e escrever essa resenha para vocês. Não desisti da Colleen ainda, mas provavelmente Métrica será minha última tentativa. Não consigo recomendar esse livro, mas se você curte NA, é fã da Colleen e ainda não o leu, talvez valha a pena arriscar. Minha opinião negativa é uma entre um milhão, a maioria dos leitores amaram para valer. É por sua conta e risco.

Um Caso Perdido - Colleen Hoover

Título Original: Hopeless
Autor (a): Colleen Hoover
Data de Publicação: 2014
Número de Páginas: 384
Editora: Galera Record
Série: Hopeless #1
Classificação: 



Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

Um Caso Perdido esteve na minha estante de futuras leituras durante meses. Desde seu lançamento aqui no Brasil não encontrei uma resenha negativa sobre ele. Esse foi o motivo de ter demorado tanto para lê-lo, não acredito que exista um livro tão perfeitamente escrito que ninguém possa ter encontrado pontos negativos sobre ele, além disso tenho o péssimo hábito de não gostar de livros muito elogiados. Mas todas as evidências me levavam a crer que eu havia encontrado o pote de ouro no final do arco-íris ou não.

Intenso, dramático, dolorido, profundo e arrebatador, esses são apenas alguns dos adjetivos que definem tão bem Um Caso Perdido. Poderia escrever uma parágrafo apenas com eles e ainda assim talvez não conseguiria expressar completamente o quão incrível é a história que a Colleen Hoover escreveu. Esse livro é muito mais do que apenas mais um NA com um bad boy e uma garota inocente que passam por algumas dificuldades para no final terminarem felizes para sempre. É um drama muito bem construído que nos deixa estarrecidos e impotentes diante de tamanho sofrimento e desespero, narrado de forma real e pungente que vai direto ao coração do leitor.

Sky despertou sentimentos controversos em mim. Em uma dado momento cheguei a achar que ela era uma idiota e estava pronta para detestá-la pelo resto da leitura. Mas poucas vezes encontrei em um livro uma personagem tão forte e com tamanha resiliência. Ela não se incomodava com a opinião das pessoas e não perdia tempo dramatizando sobre coisas pequenas. Entretanto, ainda discordo de algumas de suas atitudes, como por exemplo a forma como ela tratou a mãe quando descobriu toda a verdade sobre sua infância. Ela poderia ter sentado para conversar e procurado saber exatamente o que aconteceu antes de tomar decisões precipitadas com consequências ainda mais dolorosas.

Quanto a Holder, apesar de se mostrar um garoto incrível sua personalidade explosiva e volátil no início do livro realmente me assustou. No decorrer da história entendemos o porquê de algumas de suas ações serem tão descontroladas e depois que todo segredo vem à tona conhecemos um Holder carinhoso, paciente, compreensivo, protetor e apaixonado. Ele não poderia ter sido mais perfeito para Sky, era exatamente a pessoa que ela precisava ao seu lado para conseguir se recuperar e seguir em frente.

Colleen Hoover foi magistral com as palavras. Vi a intensidade das emoções dos personagens, a dor que eles sentiram a cada descoberta, vi todos os sentimentos, mas não senti e esse foi o meu único problema com o livro. A história de Sky e Holder é emocionante, linda, dolorida e muito forte, mas não consegui sentir o que eles estavam sentindo e consigo contar nos dedos de uma mão quantas cenas realmente conseguiram chegar até o meu coração. Nessa poucas vezes meus olhos ficaram marejados e desejei muito que toda a história tivesse conseguido me tocar de forma tão intensa.

Um Caso Perdido é um dos new adults mais bem escritos que já tive a chance de ler. Existe uma grande história dentro de suas páginas, cheia de lições e sentimentos intensos que consegue levar o leitor do riso às lágrimas em poucos parágrafos, que consegue provocar borboletas no estômago e aquece o coração. Sky e Holder me ensinaram muitas coisas durante suas jornadas e uma das mais importantes lições é que às vezes as "primeiras vezes" não são tão importantes, são os "para sempre" que realmente importam.

A Rainha da Fofoca Fisgada - Meg Cabot (Queen of Babble #3)

Título Original: Queen of Babble gets hitched
Data de Publicação: 2011
Número de Páginas: 448
Editora: Galera
Série: Queen of Babble #3
Classificação:





No último livro da série bestseller do New York Times, a vida não podia estar melhor para Lizzie! Ela parece ter tudo o que sempre quis: conseguiu um emprego em Nova York, está fazendo aquilo que mais gosta trabalhando numa loja de restauração de vestidos de noiva e Luke, seu namorado gatíssimo e cheio da grana, finalmente a pediu em casamento.Mas por que será que Lizzie não consegue ficar satisfeita por estar a alguns passos do altar? Parece que ninguém está se importando com o que Lizzie quer fazer da vida! Só sua avó – com seu jeito peculiar –, suas funcionárias na Chez Henri e uma cliente celeb louca de pedra para clarear suas ideias e mostrar que seu futuro estava ali ao seu lado o tempo todo...

Essa resenha pode conter spoilers caso você não tenha lido os livros anteriores.

Se existe algo que faz com que eu admire um autor é quando ele muda completamente os rumos da história - que inicialmente tinha tudo para ser perfeita - sem medo de arriscar ou decepcionar seus leitores. Ele faz simplesmente o que acha que deve fazer, mas faz de um jeito tão incrivelmente bom que é impossível sentir raiva ou decepção pelos rumos que a história tomou. Foi exatamente isso que aconteceu com a série A Rainha da Fofoca de Meg Cabot e foi exatamente assim que eu me senti.

No final do segundo livro Meg muda completamente os rumos da história. Luke o cara tão perfeito por quem eu me apaixonei no primeiro livro, não é tão perfeito assim e quando Lizzie percebe que eles não pensam da mesma forma em relação ao casamento, ela resolve colocar um ponto final no romance que mais parecia um conto-de-fadas, e é a partir daí que os rumos da história começam a mudar.

Em A Rainha da Fofoca Fisgada um personagem que faz parte da história desde o início se torna mais importante na vida de Lizzie. Ela começa a enxergá-lo com outros olhos e a perceber que as vezes é preciso arriscar e não ter medo da opinião das outras pessoas.

Essa mudança de rumo no relacionamento de Lizzie e Luke irritou muito alguns leitores. Não posso negar que no início me senti traída. Meg criou o homem perfeito, o encontro perfeito, o relacionamento perfeito e depois destruiu tudo. Eu me apaixonei por Luke, suspirei por ele, mas nesse terceiro e último livro da série o personagem é completamente desconstruído e conhecemos um Luke egoísta, que se importa apenas com os seus sentimentos. Talvez a Meg tenha exagerado um pouquinho e forçado a barra para tentar nos convencer que o homem certo para Lizzie não era ele, ela não precisava ter ido tão longe porque o outro pretendente tinha tantas qualidades que poderia competir em pé de igualdade com Luke.

O novo romance de Lizzie é muito fofo. O "cara" ém completamente diferente de Luke e o melhor de tudo é que ele consegue colocar limites nas loucuras da Lizzie, ele tem opinião e faz questão de deixá-las bem claras. O único problema é que ele é completamente avesso a casamento, o maior sonho de Lizzie, e por essa razão ela fica dividida entre Luke - de quem está noiva - e o "cara" que mexe com ela de uma forma que seu noivo nunca mexeu, que entende os sonhos e acredita que ela pode ter sucesso correndo atrás deles.

As dificuldades no amor e no trabalho tornaram Lizzie uma mulher completamente diferente da garota que conhecemos no primeiro livro, quer dizer, ela ainda é um pouco língua solta, talvez até um pouco mais do que nos livros anteriores, mas ela amadureceu, se tornou uma mulher decidida - menos nas coisas do coração - que sabia exatamente onde queria ir e como chegar lá. A garota de língua solta sem diploma de conclusão no curso de moda se tornou uma costureira conhecida e disputada, uma mulher de negócios com visão de futuro.

A Rainha da Fofoca Fisgada teve seus deslizes mas fechou muito bem a triologia. As mudanças de rumo da história que começaram a ficar claras no final do segundo livro, me deixaram descontente no início, mas depois Meg conseguiu fazer a mágica e de repente eu estava completamente apaixonada pelo novo escolhido da Lizzie.

Essa série foi a minha primeira experiência com a Meg e posso dizer que foi uma ótima escolha começar com ela.

A Rainha da Fofoca em Nova York - Meg Cabot (Série Queen of Babble #2)

Título Original: Queen of babble in the big city
Data de Publicação: 2010
Número de Páginas: 432
Editora: Galera
Série: Queen of Babble #2
Classificação:

Lizzie Nichols está de volta, sapateando nas ruas de Nova York e procurando por um emprego, um lugar pra morar e seu próprio lugar no Universo (não necessariamente nessa mesma ordem). O uso da palavra com M (Morar Juntos) de seu namoradinho Luke fez com que ela alegremente abandonasse os planos de dividir uma kitnet com sua melhor amiga, Shari, em troca de morar junto do amor de sua vida no caríssimo apartamento da mãe dele, na 5º Avenida. Lizzie foi parar em uma festa 0800 na sua área – com um vestido de casamento vintage – e um emprego de recepcionista no escritório de advocacia do pai do namorado de Shari. Então, a vida está boa… por agora. Mas quase que imediatamente, sua notável grande boca vai metê-la em confusão. No trabalho, ela está se tornando muito próxima da socialite Jill Higgins, futura noiva, inflamando a ira da problemática futura sogra de Jill. Em casa, ela cometeu o grandíssimo erro de falar a palavra com C (Casamento) para o averso-a-compromissos Luke. Mais uma vez a falta de emprego e de lugar para morar paira sobre a azarada e fofoqueira Liz – a menos que ela consiga descobrir um jeito de fofocar seu Felizes Para Sempre

Essa resenha pode conter spoiler caso você não tenha lido o livro anterior!


Meg Cabot é uma das autoras de maior sucesso da atualidade. Já lançou séries, livros independentes, romances adultos, YA's e todos foram muito bem elogiados. Sempre que encontrava alguma resenha dos livros dela preferia não comentar porque nunca havia lido nenhum. Não sabia se ela era realmente engraçada, se sua forma de escrever era envolvente, se suas histórias eram cativantes. Eu só sabia o que as outras pessoas me diziam, até que resolvi tirar minhas próprias conclusões e comprei um de seus livros.

Escolhi A Rainha da Fofoca por ser uma romance adulto muito elogiado. Não me importei por o livro não ser "filho único" porque quando comprei o primeiro o último também já havia sido lançado por aqui, o que significava que eu não precisava esperar para saber o fim da história. Adorei o primeiro livro da série e por não ter grandes expectativas foi ainda mais gostoso sentir a história ir me envolvendo aos poucos.

Comecei A Rainha da Fofoca em Nova York cheia de expectativas,  afinal o primeiro livro me conquistou completamente, mas a sequência das aventuras e desventuras de Lizzie Nichols não me empolgou tanto quanto eu esperava.

Depois de finalmente ficar com Luke, Lizzie só pensava em uma coisa: casamento. Durante todo livro seus pensamentos foram voltados apenas para isso. Quando Luke pediriasua mão, como seria o anel, como será o vestido, como será festa. Além disso ela começou a trabalhar numa loja de restauração de vestido de noiva o que aumentou ainda mais sua fixação no compromisso definitivo.

Mas Luke não parece muito interessado nessa ideia, na verdade ele pouco aparece no livro. Ele continua sendo o mocinho perfeito: lindo, educado, carinho, romântico e apaixonante mas pouco participa da história o que me deixou profundamente decepcionada. Imaginei que esse livro focaria mais na relação entre ele e Lizzie, a convivência entre os dois, mas isso aconteceu poucas vezes me deixou com a sensação de que a história seria muito melhor se pudessemos ter um pouco mais dos dois juntos.

O relacionamento entre Shari e Chaz ganha mais destaque, mas o que parecia tão perfeito no primeiro livro não é mais a mesma coisa e essa mudança pode alterar o rumo de toda a história.

Quando o livro já estava em suas páginas finais, comecei a sentir as mudanças que viriam no próximo e último livro da série. Estou bem certa quanto ao que irá acontecer e não sei se estou muito contente com isso. Talvez acompanhar as mudanças que virão me ajude a me acostumar a elas.

A Rainha da Fofoca em Nova York não alcançou minhas expectativas, mas não posso negar que é uma leitura prazerosa e muito divertida. Experimentem!

Cidade de Vidro - Cassandra Clare (The Mortal Instruments #3)

Título Original: City of Glasses
Data de Publicação: 2011
Número de Páginas: 474
Editora: Galera
Série: Instrumentos Mortais #3
Classificação:





Clary está à procura de uma poção para salvar a vida de sua mãe. Para isso, ela deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, criando um portal sozinha. Só mais uma prova de que seus poderes estão mais sofisticados a cada dia. Para Clary, o perigo que isso representa é tão ou menos assustador quanto o fato de que Jace não a quer por perto. Mas nem o fora de Jace nem estar quebrando as regras irão afastá-la de seu objetivo: encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que pode ajudá-la a curar a mãe. 

Quem leu minha resenha de Cidade das Cinzas (que por sinal começa exatamente desse jeito, rsrsrs), sabe que eu tinha desistido da série Instrumentos Mortais por não ter gostado de Cidade dos Ossos, mas resolvi dar uma nova chance a série depois de ler várias resenhas que eram só elogios para Cidade de Vidro, então você devem imaginar o tamanho da minha expectativa para ler esse livro.

Infelizmente as expectativas não foram alcançadas e eu demorei mais tempo do que imaginava pra terminar porque não me sentia estimulada a isso. Achei a leitura cansativa, com alguns trechos desnecessários que por várias vezes me deixaram entediada. É exatamente essa a palavra, no meio do livro eu estava tão entediada que dei uma pausa de uma semana na leitura e só voltei porque tinha esperança que em algum momento as coisas melhorassem.

Não posso ser injusta e colocar toda a culpa apenas na narrativa e em algumas partes que se prologaram mais do que o necessário, meu grande problema com a série toda é a Clary. Não adianta, eu tenho uma aversão tão grande à personagem que isso acaba incindindo diretamente sobre o livro, de forma negativa (como falei antes existem outros motivos que me fizeram não amá-lo, mas Clary é o mais forte deles).
Sinceramente eu esperava que nesse livro ela estivesse mais madura e racional, mas como sempre ela só fazia o que queria e quando queria colocando várias pessoas em sérios apuros. Pra mim ela é aquela criança malcriada que não recebeu a educação certa na infância e cresceu cheia de vontades.

Um outra coisa que me incomodou muito foi o segredo envolvendo Clary e Jace. Queria um desfecho mais emocionante, algo que me deixasse surpresa, algo inesperado, mas muito antes da revelaçãojá imaginava como as coisas se desenrolariam. É claro que eu não imaginava quem seriam as pessoas e o papel de cada uma na história, mas no geral a solução para o grande "problema" foi normal.

Mas minha resenha não é feita só de críticas negativas. Enquanto Clary só me causou ainda mais raiva, Jace evoluiu de tal forma desde o primeiro livro que qualquer razão que eu tinha para não gostar tanto assim dele, evaporou. Ele se mostrou maduro, centrado, tomou as decisões certas mesmo que lhe fizessem sofrer e defendeu aqueles a quem amava até o fim.

O momento Jace/Valentim/Clary foi o mais emocionante de todo o livro e conseguiu mexer comigo, talvez até me surpreender um pouquinho.Quase acreditei que Valentim tinha sentimentos e um coração, achei que ele fosse se redimir de todo mal que causou a todo mundo mundo, mas foi apenas um momento e logo ele voltou a ser ele mesmo.

Houveram mais alguns momentos emocionantes em que eu pensei "agora toda espera terá valido a pena e eu vou mudar de ideia sobre não ter gostado tanto assim da leitura", mas quando estava ficando realmente bom e quando minhas expectativas pareciam que iam ser alcançadas, tudo voltava a mesmice e eu ficava imaginando o que poderia ter sido, como a autora poderia ter explorado mais a situação e ter conseguido finalmente me fisgar com algo realmente muito bom. 
A sensação é que poderia ter sido perfeito mas foi apenas mediano.

Cidade das Cinzas - Cassandra Clare (The Mortal Instruments #2)

Título Original: City of Ashes
Data de Publicação: 2011
Número de Páginas: 404
Editora: Galera
Série: Instrumentos Mortais #2
Classificação:
Essa resenha contém spoiler caso você ainda não tenha lido Cidade dos Ossos!

Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. 

Quem leu a minha resenha de Cidade dos Ossos sabe muito bem que eu estava cheia de expectativas com relação ao livro e elas não foram alcançadas. Por essa razão eu havia desistido de ler os outros livros da série e acreditava que não voltaria atrás nessa decisão. Mas quando Cidade de Vidro foi lançado e os elogios  se espalharam pela blogosfera a curiosidade falou mais alto e eu não resisti, eu precisava saber o que aconteceria com Valentim, como os Caçadores das Sombras conseguiriam vencer os desafios que estavam por vir e principalmente eu NECESSITAVA  saber o que seria de Clare e Jace.

Cheio de ação, mistério, momentos fofos e tristes, Cidade das Cinzas o segundo livro da série Instrumentos Mortais me envolveu, me arrebatou e no final me deixou desesperada por mais. Como já conhecemos toda a mitologia e os seres criados pela Cassandra o livro não ficou tão confuso e cansativo como o primeiro. A narrativa ágil, com diálogos certeiros e uma trama incrivelmente bem criada me prendeu de tal forma que quando percebi já estava nas páginas finais.

Todos os personagens do primeiro livro estão de volta e o melhor é que eles estão em uma versão melhorada, menos Clare que continua a garota mais chata de todos os tempos. Até mesmo Jace que era um arrogantezinho chato amadureceu bastante e conseguiu conquistar minha simpatia, agora sim eu consigo entender o que as leitoras viram nele. Jace está mais centrado, um pouquinho marrento tenho que admitir, mas isso faz parte do charme dele; não se deixa influenciar independente do que esteja em jogo; é corajoso, forte e determinado, além disso seus comentários sarcásticos estão ainda melhores e mais afiados.

-Eu disse praticamente extintos.
Alec apontou o dedo para ele.
-Praticamente extintos - repetiu, a voz tremendo de raiva - não é EXTINTOS O SUFICIENTE.
-Entendi - disse Jace. - Vou pedir para corrigirem a parte do livro que diz "praticamente extinto" para "não extinto o bastante para Alec. Ele prefere os monstros muito, muito extintos". Assim você vai ficar mais feliz?

Clare continua me irritando de tal forma que muitas vezes eu só queria que ela sumisse, isso resolveria todos os problemas, principalmente o romance impossível, rs. Não importa o quanto peçam a ela para ficar em segurança, não se meter em confusão, não fazer determinada coisa, não ir a um determinado lugar, ela sempre vai fazer o que quer, vai se meter em confusão, colocar em risco a própria vida e todo mundo, principalmente Jace, vai ter que salvá-la. Outra coisa que me irritou muito (nas verdade tudo relacionado a ela me irrita) foi o fato dela se deixar envolver com Simon. Ela sabia dos sentimentos dele e sabia que não conseguiria correspondê-los, o melhor era ser sincera e deixar claro que eles não poderiam ser nada mais do que amigos.

O relacionamento entre Jace e Clare é o ponto mais sensível e dramático desse livro. Depois de descobrirem que são irmãos, eles precisam aprender a amar um ao outro de forma fraternal, mas é perceptível o quanto eles sofrem por isso. Alguns trechos, principalmente os mais tensos me deixava com um nó na garganta, eu esperava que a qualquer momento alguém revelasse que o fato deles serem irmãos não era verdade, mas até agora tudo continua na mesmma e saber o que vai acontecer com eles dois é o que mais me deixa ansiosa pelo terceiro livro, vamos ver o que a Cassandra me reserva.

É claro, tinha beijado Jace na noite do aniversário dela, e não tinha sido seguro, confortável e agradável em nada. Tinha sido como abrir um veio de alguma coisa desconhecida dentro do próprio corpo, algo mais quente, mais doce e mais amargo do que sangue. Não pense em Jace, disse furiosamente para si mesma, mas ao se olhar no espelho, viu os olhos escureceram e soube que o corpo se lembrava mesmo que a mente não quisesse.

O livro não é centrado apenas na tentativa de deter Valentim e na tensão entre Jace e Clare, os personagens secundários também tem os seus momentos e suas histórias, e acompanhar as tramas paralelas a história principal deixou a leitura ainda mais interessante.

-Quantos anos você tem aliás? - perguntou curiosa.
Magnus deu uma piscadela para ela.
-Eu estava vivo quando o mar Morto era só um lago que estava se sentindo mal.

Simon foi um dos personagens secundários que teve maior destaque nesse livro, sua vida mudou completamente depois de uma certa experiência pela qual ele passou. O garoto nerd, meio tímido ficou para trás, o novo Simon é forte, corajoso (mais ainda) e diferente da tapada da Clare sabe bem a hora de parar e de colocar um ponto final nas coisas. Espero que a Cassandra encontre alguém - de preferência uma certa garota licantrope - para curar o coração partido dele.

Podemos acompanhar um pouco mais do relacionamento entre Magnus e Alec. Apesar de não assumirem abertamente que estão juntos, todo mundo sabe. Magnus sempre está por perto e disposto a ajudar no que for necessário, ele é super paciente com o fato de Alec não estar pronto para assumir  relacionamento entre eles e é possível perceber que o feiticeiro nutre um sentimento muito forte e verdadeiro pelo Caçador de Sombras.

Cidade das Cinzas é uma ótima leitura, com uma trama super envolvente e sem enrolações. Tem romance, mistério, aventura e suspense, tudo na medida certa. Valeu a pena ter dando uma segunda chance a série, foi uma leitura super prazerosa. Mas, preciso admitir que ainda não consiso enxergar o motivo da paixão que alguns leitores nutrem por ela. É claro que eu já comecei a ler Cidade de Vidro, PRECISO saber como tudo isso irá se resolver e quem sabe esse próximo livro consiga me mostrar o encanto que eu ainda não consegui enxergar.

Sociedade Secreta: Rosa e Túmulo - Diana Peterfreund (Série A Sociedade Secreta #1)

Título Original: Secret Society Girl
Data de Publicação: 2008
Número de Páginas: 397
Série: Sociedade Secreta #1
Editora: Galera Record
Classificação:


Amy Haskel é editora da revista literária da faculdade e acredita que logo será convocada para a sociedade secreta Pena & Tinta. Mas tudo muda quando ela se torna uma das primeiras garotas convidadas a integrar a Rosa & Túmulo, a sociedade secreta mais poderosa - e infame - do país. Amy vê sua vida virar do avesso depois que se transforma em uma Coveira (como são chamados os integrantes da Rosa & Túmulo) - não consegue estudar, se afasta dos amigos e está prestes a perder seu quase-namorado. E é só o começo. Em nome da sociedade, Amy deverá assumir a liderança de uma grande conspiração que envolve dinheiro e poder, e que tem (grandes) chances de destruir sua vida.

Sabe quando você lê um livro que todo mundo adorou mas que não conseguiu te conquistar? E o pior, você não gostou do livro mas não consegue identificar onde exatamente estão os defeitos ou os pontos que te incomodaram. É exatamente assim que eu me sinto desde que terminei A Sociedade Secreta: : Rosa e Túmulo de Diana Peterfreud.
Demorei meses para conseguir terminar. Na verdade comecei a lê-lo ano passado mas a história não me cativou, então resolvi largar e retomar a leitura em um momento em que estivesse mais empolgada e disposta. No começo desse ano decidi que era hora de dar mais uma chance ao livro e quem sabe me surpreender com ele e ser conquistada como aconteceu com a maioria dos leitores.

Terminei a leitura há mais de dois meses, mas assim como me senti desestimulada para terminar o livro, também me senti para escrever sobre ele. Agora decidi que era o momento de deixar a preguiça e o desânimo de lado e colocar em palavras meus pensamentos.

Comecei a leitura desse livro cheia de expectativas, algumas folhas depois estava tentando encontrar uma razão para terminar. Não é que o livro seja ruim, afinal com uma legião de fãs tão grande algo de muito bom ele deve ter. O problema é que eu não consegui criar uma conexão com a trama, com os personagens e a leitura se tornou extremamente tediosa.

Afinal, esse livro é sobre o que mesmo?? As sociedades ditas secretas não são tão secretas assim; os romances que poderiam trazer emoção a história são quase inexistentes; os diálogos e as situações não são divertidas; encontramos um pouquinho de drama nas páginas finais, mas passa tão rápido que logo esquecemos; não existe mistério ou situações perigosas e cheias de adrenalina. Como eu poderia me interessar e ser fisgada por um livro assim?

O que me atraiu para ler A Sociedade Secreta não foram os comentários positivos e empolgados, eles só serviram para que eu ficasse curiosa e procurasse saber mais sobre o livro, o que me estimulou de verdade foi o título. Imaginei que encontraria uma trama cheia de segredos (realmente importantes) e mistérios que me deixariam na maior expectativa, algumas situações perigosas também cairiam bem para dar mais ação a história, mas a verdade é que a trama passeia por vários pontos sem focar em nenhum específico, e os segredos subentendidos no título responsáveis por despertar minha curiosidade e interesse pelo livro são extremamente sem graça, apáticos.

Outra coisa que me incomodou bastante foi a quantidade de personagens, são tantos que até agora ainda tenho dúvidas de quem é quem. Só sei quem é a Amy porque enfim ela é a principal. Para confudir ainda mais a minha cabeça cada personagem que faz parte da sociedade tem um novo nome, então eu nunca sabia quem era quem e precisava ficar voltando para a página onde eles foram apresentados a sociedade e seus novos "nomes" foram escolhidos, me irritei bastante com isso.

Depois de me decepcionar tanto com um livro tão elogiado resolvi procurar posts que falassem principalmente sobre os outros livros da série, talvez encontrasse alguma notícia animadora que me incentivasse a não abandoná-la. Encontrei vários posts falando que os outros livros são ainda melhores (nesse caso foram pessoas que amaram a série desde o primeiro livro) e que quem não curtiu muito o primeiro livro deveria dar mais uma chance e ler o segundo porque a história melhora BASTANTE, parece até que os romances se tornam mais evidentes e são responsáveis por trazer fortes emoções a história.
Mas a verdade é que mesmo com todos esses elogios e estímulos, não tenho ânimo para continuar lendo essa série. Isso já aconteceu antes com um outro livro - Cidade dos Ossos - e estava determinada a não terminar a série, mas li tantos, tantos elogios principalmente sobre o desfecho que a história teve que deixei minha determinação de lado e minha próxima compra incluirá os dois livros que estão faltando.
O que eu quero dizer é que posso mudar de ideia e de repente vocês descobrirem que eu estou lendo o livro 2, mas no momento essa possibilidade está completamente descartada.

A Rainha da Fofoca - Meg Cabot (Série Queen of Babble #1)

Título Original: Queen of Babble
Data de Publicação: 2010
Número de Páginas: 432
Série: Queen of Babble #1
Editora: Galera Record
Classificação:






Lizzie Nichols não tem a mínima idéia do que vai fazer da vida e está detonando o dinheiro da formatura em uma viagem para visitar o namorado que conheceu há apenas três meses, mas isso não é nada. O problema é que Lizzie não consegue guardar nenhum segredo, o que a coloca em situações delicadas, como ficar presa em Londres sem um teto ou dinheiro. Felizmente uma amiga está por perto para ajudar, mas ela estraga tudo outra vez. Lizzie está no limite e precisará provar que pode usar sua boca grande para algo de bom.

O que acontece quando você é ingênua, tem um coração enorme e uma boca que não consegue guardar nenhum segredo? Você quebra a cara, se mete em várias confusões e com muita sorte encontra o amor da sua vida.
Se as coisas acontecem realmente dessa forma, eu não sei, mas foi exatamente isso que aconteceu com Lizzie Nichols em A Rainha da Fofoca de Meg Cabot.

Depois de ler alguns livros tensos, cheios de assassinatos, mistérios e muito drama tudo o que precisava era de uma leitura leve, descompromissada e que me fizesse rir. Comecei a ler A Rainha da Fofoca imaginando que seria mais um daqueles chick-lits que prometem ser engraçados mas que acabam deixando muito a desejar nesse quesito (leia-se Becky Bloom). Não tinha grandes expectativas e já estava me preparando para uma decepção, mas as aventuras e desventuras de Lizzie me empolgaram de tal forma que quando percebi já estava nas últimas páginas.

O que ele está fazendo aqui? Como foi que me encontrou? Porque veio até aqui? Ele não me ama. Ele não me ama.
Então, por que se deu a tanto trabalho?
Meu Deus. Deve ter sido a chupada. Fala sério.
Eu não fazia idéia de que uma chupada era assim tão poderosa. Se soubesse, nunca teria dado uma nele, juro que não.
P.406

Lizzie é ingênua, atrapalhada e boca grande, vive metendo os pés pelas mãos e não tem sorte no amor. Eu me diverti muito (como nunca achei que aconteceria lendo um chick-lit) com todas as situações que ela viveu e com todas as confusões em que ela se meteu. Mas quem disse que esse jeito destrambelhado e "fofoqueiro" dela não é capaz de conquistar o coração de um homem de verdade?

Não, eu não estou falando do Andrew, um mentiroso, aproveitador e preguiçoso. Estou falando de Jean-Luc, mais conhecido como Luke. Lindo, educado, carinhoso, romântico e bem-sucedido, um mocinho apaixonante.

Os personagens secundários do livro são maravilhosos e contribuíram bastante para tornar a história ainda melhor. Nesse quesito a avó de Lizzie se tornou a minha queridinha. Apesar de não ter aparecido tanto quanto merecia vovó Nichols roubou a cena em todas as situações em que esteve presente. Foi impossível não rir com os comentários sarcásticos e às vezes sem noção da senhora. Meu coração é todo dela.

— Vamos, vovó — eu digo. — A Doutora Quinn está começando agora.
— Ah, que bom — diz vovó. Para Shari, confidencia: — Eu não ligo nem um pouco para aquela boba da Doutora Quinn. E aquele gostosão que está sempre com ela... Dele, eu nunca canso!
P.36

Shari e seu namorado Chaz também merecem destaque, eles formam uma casal super fofo. Chaz tem um ótimo senso de humor e uma paciência enorme e Shari é uma ótima amiga e super sincera. Destaque para a cena em que Shari e Lizzie cantam I've Had The Time Of My Life no casamento de Vicky, elas salvaram a festa.

Uma coisa interessante e que vale a pena ressaltar, é que apesar do título Lizzie não é daquelas fofoqueiras que saem falando sobre a vida das pessoas com o intuito de prejudicar. O grande problema é que ela é muito ingênua e não consegue distinguir quando está ajudando ou atrapalhando, não consegue guardar seus próprios pensamentos e quando percebe já é tarde.

Para quem está acostumada com os livros jovens e teens da Meg, cuidado, esse livro contém palavrões, conversas apimentas e cenas de sexo, mas nada pesado e de mau gosto, a Meg soube escrever cada cena muito bem dando o toque certo a história.

A Rainha da Fofoca é leve, engraçado e super alto astral. Fui completamente conquistada.
 
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