Título Original: Where'd You Go, Bernadette?
Autor (a): Maria Semple
Data de Publicação: 2013
Número de Páginas: 376
Editora: Companhia das Letras
Classificação:
+ 0,5
Lembro que na escola algumas professoras costumavam dizer que começamos uma prova com a nota máxima e de acordo com os erros ou acertos das questões perdemos ou mantemos os pontos. Quando comecei a ler Cadê Você Bernadette? já considerava o livro como favorito, tudo isso porque tanto na blogosfera, quanto no Skoob ou Goodreads, ele é bastante elogiado. No decorrer da leitura a história foi perdendo pontos comigo e só persisti na leitura porque tinha esperança de que o final poderia salvar tudo.
Autor (a): Maria Semple
Data de Publicação: 2013
Número de Páginas: 376
Editora: Companhia das Letras
Classificação:
Bernadette Fox é notável. Aos olhos de seu marido, guru tecnológico da Microsoft e rock star do mundo nerd, ela se torna mais maníaca a cada dia; para as demais mães da Galer Street, escola liberal frequentada pela elite de Seattle, ela só causa desgosto; os especialistas em design ainda a consideram uma gênia da arquitetura sustentável, e Bee, sua filha de quinze anos, acha que tem a melhor mãe do mundo. Até que Bernadette desaparece do mapa. Tudo começa quando Bee mostra seu boletim (impecável) e reivindica a prometida recompensa: uma viagem de família à Antártida. Mas Bernadette tem tal ojeriza a Seattle - e às pessoas em geral - que evita ao máximo sair de casa, e contratou uma assistente virtual na Índia para realizar suas tarefas mais básicas. Uma viagem ao extremo sul do planeta é uma perspectiva um tanto problemática. Para encontrar sua mãe, Bee compila e-mails, documentos oficiais e correspondências secretas, buscando entender quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem e o motivo de seu desaparecimento. Maria Semple revela, em seu segundo romance, a influência de grandes escritores contemporâneos como Jonathan Franzen e Jeffrey Eugenides, ao mesmo tempo que se afirma como uma voz original, marcada pelo melhor humor das séries de TV norte-americanas. Sem sentimentalismos, mas com muita empatia, Cadê você, Bernadette? trata do amor incondicional de uma filha por sua mãe imperfeita.
Lembro que na escola algumas professoras costumavam dizer que começamos uma prova com a nota máxima e de acordo com os erros ou acertos das questões perdemos ou mantemos os pontos. Quando comecei a ler Cadê Você Bernadette? já considerava o livro como favorito, tudo isso porque tanto na blogosfera, quanto no Skoob ou Goodreads, ele é bastante elogiado. No decorrer da leitura a história foi perdendo pontos comigo e só persisti na leitura porque tinha esperança de que o final poderia salvar tudo.
Em primeiro lugar esse livro não é sobre o desaparecimento de Bernadette, é claro que em algum momento ela sai de cena, mas o foco da história não é esse. Na verdade quando terminei Cadê Você Bernadette? não consegui visualizar qual era a intenção do livro. Ele não é um drama; não é uma comédia; poderia ser um chick-lit, mas não tem a maioria das características do gênero; não é um romance e muito menos um sobrenatural, rs.
Depois de muito pensar, e por essa razão optei por não fazer a resenha assim que terminei, cheguei a conclusão que a autora de uma forma bastante peculiar, através de um humor irônico e por vezes sarcástico, situações absurdas e utilizando como personagem central a complexa e inteligente Bernadette, criou uma história simples e inusitada sobre laços familiares e relações sociais.
A narrativa foi um dos principais pontos negativos do livro. Os recursos utilizados pela autora (cartas, e-mails, transcrição de gravações, bilhetes) para mostrar os diversos pontos de vista sobre a história, me deixaram um pouco perdida inicialmente, mas acabei me acostumando. O problema é que Maria Semple foi extremamente prolixa, ela pareceu se perder em devaneios várias vezes, assim como Bernadette em seus inúmeros e-mails que foram reproduzidos no decorrer do livro. A autora criou um interessante quebra-cabeças, que apesar de ter sido completamente montado deixou várias peças sobrando, parágrafos e até mesmo páginas inteiras que se descartadas não fariam nenhuma falta a história.
A narrativa foi um dos principais pontos negativos do livro. Os recursos utilizados pela autora (cartas, e-mails, transcrição de gravações, bilhetes) para mostrar os diversos pontos de vista sobre a história, me deixaram um pouco perdida inicialmente, mas acabei me acostumando. O problema é que Maria Semple foi extremamente prolixa, ela pareceu se perder em devaneios várias vezes, assim como Bernadette em seus inúmeros e-mails que foram reproduzidos no decorrer do livro. A autora criou um interessante quebra-cabeças, que apesar de ter sido completamente montado deixou várias peças sobrando, parágrafos e até mesmo páginas inteiras que se descartadas não fariam nenhuma falta a história.
Quantos aos personagens, não consegui me conectar a nenhum deles. Bernadette era interessante, divertida, excêntrica e tinha sérios problemas emocionais, apesar da forma leve como a autora abordou as inúmeras situações e dificuldades provocadas por eles. Ela costumava agir como se estivesse acima de todas as outras pessoas. Para ela, todo mundo era chato, desinteressante, medíocre, bisbilhoteiro e por ai vai. Admito que em alguns momento me diverti com suas loucuras, mas ela sempre passava dos limites.
Bee começou como uma garota legal e doce, mas depois do desaparecimento da mãe se tornou bem chatinha. Algo em suas atitudes me deixou com a impressão de que ela ainda era uma criança com não mais que 10 anos, fiquei bastante surpresa quando páginas depois descobri que ela já era uma adolescente. Mãe e filha tinham uma relação muito próxima e se teve algo minimamente legal no livro, foi a forma como uma amava e cuidava da outra.
Bee começou como uma garota legal e doce, mas depois do desaparecimento da mãe se tornou bem chatinha. Algo em suas atitudes me deixou com a impressão de que ela ainda era uma criança com não mais que 10 anos, fiquei bastante surpresa quando páginas depois descobri que ela já era uma adolescente. Mãe e filha tinham uma relação muito próxima e se teve algo minimamente legal no livro, foi a forma como uma amava e cuidava da outra.
A leitura não rendeu e demorei mais do que esperava para conseguir concluí-la. Confesso que apesar de tudo o livro me prendeu, mas não por ser bom, mas porque eu tinha esperança que em algum momento ele se tornaria aquilo que eu esperava dele. Eu esperei, esperei e esperei mais um pouco, quando virei a última página e vi que não havia nada depois, fiquei indignada.
Alguns autores costumam deixar os finais de seus livros em aberto, uma forma de estimular nossa curiosidade e nos fazer imaginar as inúmeras coisas que aconteceram e não foram escritas. Até acho interessante esse tipo de artifício, mas não nesse livro, ele precisava ter uma conclusão, eu precisava que a história terminasse de um jeito legal, pelo menos isso depois da total decepção que foi essa leitura.
Alguns autores costumam deixar os finais de seus livros em aberto, uma forma de estimular nossa curiosidade e nos fazer imaginar as inúmeras coisas que aconteceram e não foram escritas. Até acho interessante esse tipo de artifício, mas não nesse livro, ele precisava ter uma conclusão, eu precisava que a história terminasse de um jeito legal, pelo menos isso depois da total decepção que foi essa leitura.
Cadê Você Bernadette? foi altamente frustrante. Tentei gostar dele, passei dias pensando o que eu poderia tirar de bom da história, mas continuo afirmando que para mim foi uma total perda de tempo. Entretanto, esse é um livro muito elogiado, as pessoas amaram a Bernadette e suas excentricidades, acharam fantástica a narrativa empregada pela autora, por isso se você está procurando uma história simples, com uma personagem peculiar e muitas loucuras e aventuras, esse livro pode ser uma boa escolha. Só não esqueçam de deixar as expectativas de lado antes de começar.


