Desculpa Se Te Chamo de Amor - Federico Moccia

Título Original: Scusa Ma Ti Chiamo Amore
Data de Publicação: 2009
Número de Páginas: 416
Editora: Planeta
Classificação:




Niki é uma bela garota, é divertida, é inteligente. Tem 17 anos. Alex é um 'garoto' de quase 37. Separou-se há pouco, e sem uma razão clara, de sua noiva. Publicitário com grandes responsabilidades vê-se em crise no trabalho. Os dois se cruzam casualmente num pequeno acidente de trânsito. Niki gosta de Alex, Alex acha Niki divertida. A relação fica cada vez mais intensa. Não querem deixar a diferença de idade atrapalhar. O mundo dos adolescentes se choca com o dos adultos. Mas a vida dos dois nunca mais será a mesma. Este romance é a vontade de reencontrar a própria liberdade, a vontade de ter sentimentos verdadeiros, de amar sem convenções e sem muitos porquês. É o cotidiano, mas também o sonho.

Assisti  Desculpa se te chamo de amor, sem saber que o filme era na verdade a adaptação de um livro. Me interessei desde o início por saber que se tratava da história de amor entre uma garota de 17 anos  e um "garoto" de quase 37. Durante o filme me encantei pelo amor que surgiu entre os dois, incrivelmente lindo. Mas infelizmente algumas coisas na história me desagradaram, entre elas estava Nikki.

Quando "descobri" que o filme era uma adaptação decidi dar uma segunda chance a história, mesmo sabendo mais ou menos o que aconteceria, talvez a Nikki e suas atitudes irritantes acabassem se redimindo comigo.

Desculpa Se Te Chamo de Amor - o livro - de Federico Moccia é um romance delicioso, divertido e cheio de vida assim como Nikki e suas amigas as Ondas. Mas mesmo com toda sua vivacidade, alegria e espontaneidade Nikki continuou me irritando, e o pior é que antipatizei com ela ainda mais do que no filme, mas sobre isso falarei mais na frente.

Minha dificuldade inicial foi a forma como o livro é escrito. Os diálogos são marcados por aspas e não por travessões e as falas se misturam com a narração e com os pensamentos dos personagens. Algumas vezes também, tive dificuldade de saber quem estava falando o que. Essa dificuldade foi sendo superada no decorrer da leitura quando comecei a me acostumar com essa forma de marcar as falas dos personagens, mas até o final do livro ainda me confundi algumas vezes.

Além disso o tradutor utiliza algumas expressões que só descobri o que significavam quando pesquisei sobre elas na internet. Um exemplo é o "teste de amadurecimento", imaginei de tudo, mas nada parecia fazer sentido e se encaixar como um significado coerente para expressão. Quando cansei de imaginar e decidi pesquisar, descobri que esse tal "teste de amadurecimento" são na verdade as provas finais do ensino médio*.

Como eu disse antes o filme tem a essência do livro e por isso eu já sabia de praticamente tudo que aconteceria. Talvez em outra situação isso não me incomodasse, pelo contrário seria a mesma coisa que ler o mesmo livro várias vezes, já sabemos o que irá acontecer mas a história é tão incrível que não cansamos de ler. O problema é que o que eu não gostei no filme se tornou ainda mais irritante no livro: Nikki.

Ela é pura alegria, um raio de sol, espontânea, vivaz, sentimentalmente madura e blá, blá, blá. Mas ela é impulsiva, mimada, teimosa e muito maluquinha. As maluquices até poderiam ser engraçadas e legais, se não fossem tão constantes e se ela tivesse o mínimo de juízo para ponderar as consequências. Quantas vezes ela destruiu o carro de Alex??? Acredito que no final nem o ferro velho queria mais.

Vocês podem me dizer que é na espontaneidade que está o encanto de Nikki e que foi exatamente esse traço de sua personalidade que conquistou o Alex, mas ainda acho que uma pitada de maturidade tornaria a história bem mais interessante. No meio da história comecei a perceber algumas mudanças em sua personalidade e consegui terminar o livro com o desejo um pouco menor de esganá-la.

Alex é perfeito. Tão paciente e amoroso, sensível e companheiro, ele foi a única razão para que minha leitura fosse até o fim. Ele merecia muito mais, mas Nikki conseguiu fazer ele feliz e isso para mim já é o suficiente.

Alessandro acaricia docemente os cabelos de Niki e os afasta do rosto. Depois sorri para ela. E canta novamente “Espero muito que você seja sincera”... e a beija. Um beijo lento, macio, que quer falar, serenamente dizer tudo, muito, demais. Tenho vontade de me apaixonar, Niki, de amar, de ser amado, tenho vontade de sonhar, quero construir, quero certezas. Trate de entender. Necessito esquecer tudo o que aconteceu nesses vinte anos que passei sem você. Será que um beijo sabe dizer tudo isto? Depende de quanto sabem ler os lábios que o recebem.
P.236
Existiam também várias tramas paralelas, algumas bem interessantes, outras dispensáveis. O melhor seria se as mais interessantes tivessem mais destaque e que as outras sem tanta importância fossem retiradas do livro.

Desculpa se te chamo de amor tem uma história belíssima, que fala sobre amor e sobre mudanças, sobre chances e recomeços, sobre superar as barreiras do preconceito em nome de algo maior. E por saber o quão incrivelmente linda é a história de amor de Nikki e Alex é que eu recomendo a vocês que leiam. Eu tive muita dificuldade em me envolver, me irritei muito com a protagonista e me atrapalhei com os diálogos, infelizmente para mim não foi uma boa leitura**, mas deem uma chance talvez o amor de Nikki e Alex conquiste vocês.


* Descobri o significado lendo a resenha da Tonks no Romances in Pink.
** O livro tem continuação "Desculpe, Quero Me Casar Contigo", mas depois da minha experiência malsucedida não estou muito empolgada para ler.

11 comentários:

  1. Ei Caline,

    Talvez se eu reler este livro agora, eu consiga enxergar os problemas que vc citou. Na época em que li, quase quando lançou, acho que o blog era novinho ainda... eu amei tudo, amei a narrativa passional italiana, o enrendo e nem desgostei tanto da Nikki rs.

    Então enquanto eu não reler eu amei e favoritei lá quando li... rsrs

    beijos

    ResponderExcluir
  2. Oi, Caline!

    Nunca li nada do Federico, mas tenho curiosidade. Já opiniões variadas por aí. Gente que adora, gente que nem tanto... hehe. Eu amo romances em geral, então preciso dar uma chance para a história.
    Que pena que não gostou tanto assim do livro. Às vezes é chato mesmo quando um personagem nos causa 'respulsa'... Já lemos com certa antipatia, rs.

    Beijos,
    Amanda — Lendo & Comentando
    ^_^

    ResponderExcluir
  3. Ei Caline!

    Alguns amam e outros odeiam o modo com que o Federico conta a história.
    Os livros dele seguem o mesmo tipo de narrativa, então é muito provável que você não vá gostar dos outros. Eu gostei mais do 1o que do 2o. No 2o eu quis que a Nikki e o Alex terminassem, rs.

    Assim como a Nanda, eu amei o livro e nem me irritei tantooo assim com a Nikki.

    As histórias paralelas eram dispensáveis. Lembro que queria pular todas, rs.

    Bjins

    A Babi de 3MAC é mtooooo pior.

    ResponderExcluir
  4. Olha, só pelo quote já deu pra perceber que eu não ia ser muito fã da escrita. (ah, e qual é dessa de dizer que o beijo é 'macio'? por favor!)
    Mas é claro que eu fiquei com uma pontiinha de curiosidade pela história, que parece ser interessante de modo geral.

    Ótima resenha, adorei o seu jeito de escrever ;)
    Beijitos, Seguindo ~
    http://www.bookpetit.com

    ResponderExcluir
  5. Oi Caline!

    Ainda não li Frederico Moccia, e tenho muita vontade de ler! Acho muito estranho quando os diálogos são diferentes do que estamos acostumados, se perder assim durante a leitura é bem chato.

    Beijos!

    Marcelle - http://bestherapy.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. Oi Caline, eu tenho esse livro em casa mas ainda não consegui tempo para ler. Espero gostar um pouco mais que você! :D
    Esse negócio de marcar as falas com aspas veio da tradução, já que nos livros em inglês sempre são assim. Como eu leio alguns em inglês, já me acostumei com isso.

    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Olá!
    Eu assisti "Desculpa se te chamo de amor" há uns meses atrás e adorei! E desde que comecei a fazer italiano vivo assistindo, tentando aprender palavras novas. SUASHSH. Mas concordo com você, a Nikki é realmente irritante. A imaturidade dela chega a dar nos nervos :/ Ainda assim, gostei do filme, porque o amor deles é bonito (; Já assisti a continuação, mas se eu fosse você me prepararia, porque a Nikki é ainda mais irritante nesse! USHAUHS
    Natália Maia - viciadasemlivros.wordpress.com

    ResponderExcluir
  8. Hey!
    Eu também já vi o filme, achei uma fofura. Não me irritei com a protagonista no filme, que eu lembre, mas você falando que ela é irritante no livro me desanima mais pra ler - porque saber o final já me desanima o bastante.

    Mas quem sabe um dia eu não leia? =)
    Beijos, Caline!

    ResponderExcluir
  9. Conheço apenas de nome o livro, mas nunca li.
    Sua resenha ficou boa, mas o livro continua a não me chamar muito a atenção. Mas quem sabe ainda não leio ele! haha
    Amore já sigo aqui, você poderia seguir o Sook também?!
    Aproveita que tem promoção por lá!!!

    BjO
    http://the-sook.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  10. Vixe Caline... Se a Nikki é tudo isso, acho que eu também não vou gostar dela.
    Faz tempo que estou para ler esse livro e sempre vou deixando para depois.
    Depois de ter lido a sua resenha, acho que vou deixá-lo para mais adiante ainda... hehe
    Beijooo!

    ResponderExcluir
  11. Oii Caline. Frederico é um dos meus escritores favoritos, apesar de não ter tido oportunidade de ler esse livro ainda. Eu lii Tres metros acima do céu, e simplesmente ameei, apesar de ser uma historia um pouco triste, você deveria dar mais uma chance e ler esse livro, a continuação dele, "Sou louco por você", é ainda maiis legal. Fiica a dica aii. Beijão.

    ResponderExcluir

Participe do blog... Deixe seu comentário!!!
Sua opiniões, idéias, sugestões... são muito importantes para mim.
Um xero!
P.S: Comentários anônimos não serão aceitos!!!

 
Mundo de Papel © Tema base por So Kawaii. Tecnologia do Blogger.