Os Bebês de Auschwitz - Wendy Holden

Título Original: Born Survivors
Autor (a): Wendy Holden
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas: 368
Editora: Globo
Classificação:  


Em 1944, Priska, Rachel e Hanka chegaram a Auschwitz determinadas a sobreviver e a defender a vida dos bebês que levavam em seus ventres. Em Os bebês de Auschwitz, Wendy Holden narra as histórias dessas jovens judias que resistiram bravamente ao horror dos campos de concentração e aos trabalhos forçados na esperança de conhecerem seus filhos. Além de investigar o passado, Holden acompanhou o reencontro de Eva, Mark e Hana, os três sobreviventes nascidos dentro das instalações nazistas.  Holden equilibra a pesquisa rigorosa e a escrita sensível para reconstituir as vidas de Priska, Rachel e Anka antes de 1938, quando Hitler começou a impor restrições aos judeus. Entre o medo do avanço Reich e a esperança pelo fim da guerra, essas mulheres viveram seus primeiros amores, se casaram e sonharam com o futuro de suas famílias apesar do futuro sombrio que se desenhava. Priska e Tibor, Rachel e Monik, e Hanka e Bernd fizeram tudo ao seu alcance para permanecerem juntos, mas com a deportação para Auschwitz-Birkenau os casais foram separados. Cada uma das mulheres se viu responsável por lutar por sua vida e pela de seu bebê. Elas receberam caridades inesperadas, foram vistas com desconfiança e testemunharam o melhor e pior do que o ser humano é capaz.
Wendy Holden recorreu a entrevistas, cartas e diários, criando um relato comovente, que detalha a eficiência com a qual os nazistas exterminaram milhares de judeus e mostra como pequenos gestos de solidariedade permitiram que várias vidas fossem salvas. Mais que um relato sobre o horror da guerra, Os bebês de Auschwitz é narrativa impressionante sobre o amor materno, a persistência, a coragem e a gratidão.

É muito importante lembrar todos aqueles milhões de pessoas que foram mortas. E, especialmente todos aqueles que nunca tiveram uma única pessoa para lembrar-se deles, porque todas as suas famílias e suas comunidades foram destruídas. É nosso dever contar essa história e tentar evitar que tais atrocidades voltem a acontecer.

Eu pensei, pensei, pensei mais um pouco, rabisquei, apaguei, fiz mais um rascunho, larguei e voltei para tentar de novo. Desde que comecei a ler Os Bebês de Auschwitz sabia que iria sofrer assim para escrever essa resenha. Logo de início senti que o livro se tornaria um dos meus favoritos da vida e histórias que mexem muito comigo sempre são mais difíceis de resenhar. Bom, agora estou aqui tentando falar para vocês um pouco sobre esse livro incrível que conta a história de três mulheres fantásticas que venceram a fome, a sede, o frio e as torturas de um dos piores momentos da história da humanidade.

Quando comecei a ler Os Bebês de Auschwitz achei que seria um livro de ficção. Qual não foi me surpresa ao descobrir que Priska, Anka e Rachel eram reais e estavam ali para me contar suas histórias. O livro é dividido em capítulos para cada uma delas. Suas histórias são contadas separadamente desde o início, antes do domínio de Hitler, até a libertação dos prisioneiros pelas tropas americanas no final da guerra.

Wendy Holden fez um belíssimo trabalho de pesquisa. Ela se ateve a detalhes importantes, explicando expressões e situações para deixar o leitor o mais inteirado possível sobre o que aconteceu durante o domínio do ditador alemão. Através da sua narrativa, de relatos diretos de Anka, Rachel e Priska e de outras prisioneiras que estiveram com elas em Auschuwitz e Mauthausen (campo de concentração onde elas foram libertadas) somos transportadas através do tempo, entramos na história e vivemos juntos com elas seus medos, suas dores e sentimos a chama da esperança que nunca se apagou.

Fiquei tão envolvida com as três mulheres que mesmo quando não estava lendo não conseguia parar de pensar na história. Sentir sede, pesar 30 kg, quase não ter o que comer, ter o corpo infestado por piolhos, saber que elas viveram e sobreviveram a essas e tantas outras coisas fez com que repensasse a forma como vejo a minha vida, são tantas reclamações por coisas tão pequenas. Sem diminuir as dores, as preocupações e os problemas meus e de ninguém, se elas conseguiram passar por tanto e venceram, nós também devemos encontrar essa força dentro de nós e lutar.

Durante a leitura procurei filmes sobre a segunda guerra e falei sobre o livro para todo mundo que eu conhecia. Eu me peguei várias vezes pensando e tentando entender tamanha crueldade. Que lavagem cerebral tão profunda foi aquela que fez os soldados perderam quase que completamente sua humanidade? Achar normal servir à alguém que comete homicídios em massa e depois incinera os corpos? Entretanto, essas mulheres também conseguiram encontrar anjos que as ajudaram e lhes deram força para que continuassem resistindo, os moradores da cidade de Horni Briza foram um exemplo disso.

Perdi a conta de quantas vezes chorei e das vezes em que fiquei desnorteada com as coisas que li. A história de Priska, Anka, Rachel e de todos os outros sobrevivente é tão profunda, intensa, dolorosa e cheia de esperança que merece ser lida pelo maior número de pessoas possíveis.

Os Bebês de Auschwitz é um dos melhores livros que já li na vida e certamente ganhou um lugar especial na minha estante, nas minhas lembranças e no meu coração. LEIAM!!!!!!!!

1 comentários:

  1. Oi Caline, eu já vi esse livro pelas lojas por aí, mas nunca dei a devida atenção a ele. Sei bem como é difícil falar de um livro que a gente gostou tanto, não ter certeza sobre quais palavras seriam as mais adequadas, mas simplesmente necessitar também colocar para fora tudo o que estava preso. Adorei o que você falou sobre o livro. Tenho receio de começar obras assim porque sei que me envolvo também, demais até, mas geralmente são elas as que me marcam mais profundamente.

    Beijos

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