Liberta-me - Tahereh Mafi (Estilhaça-me #2)

Título Original: Unravel Me
Autor (a): Tahereh Mafi
Data de Publicação: 2014
Série: Estilhaça-me #2
Número de Páginas: 448
Editora: Novo Conceito
Classificação: 


Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.

Comecei Liberta-me esperando tudo de melhor. A forma como a Tahereh estruturou Estilhaça-me e principalmente como ela o terminou deixando aquele gosto de quero mais, me fez imaginar que esse segundo livro seria cheio de adrenalina e cenas de tirar o fôlego, fora que o triângulo amoroso prometia muito.

Logo nas primeiras páginas tive uma pequena decepção. Onde estava aquela Juliette tão corajosa que eu havia conhecido? Ela se transformou em um poço de autopiedade e eu não consegui lidar com isso. Um dos momentos que mais gostei foi quando Kenji cansou das ações (ou da falta) dela e falou umas verdades. Ele deu uma sacudida legal e mostrou a ela qual era a realidade que eles estavam vivendo, não dava para se prender em coisas tão pequenas, quando tantas coisas maiores e mais graves estavam acontecendo.

Por falar em Kenji, ele foi de longe uma das melhores coisas de Liberta-me (além de Warner). O personagem já havia aparecido no primeiro livro, mas não havia tido tanto destaque. Kenji foi divertido, provocador e muito responsável. Ele salvou Juliette de se tornar uma personagem insuportável depois de ter sido tão admirável em Estilhaça-me.

Juliette foi minha segunda pequena decepção. Lendo a resenha do primeiro livro, vi o quanto estava empolgada com ela e em como acreditava que a personagem só amadureceria ainda mais conseguindo um lugar de respeito ao lado de Lisbeth Salander, Katniss e mais algumas outras personagens femininas que eu admiro. Entretanto, ela passou a maior parte do livro sofrendo por seu relacionamento com Adam não estar dando certo, se martirizando por desejar Warner e reclamando da vida como se só ela tivesse problemas no mundo. Foi tão boring.

Adam continua um fofo e fiquei com meu coração partido ao vê-lo sofrendo tanto, mas é Warner quem toma conta de todo o livro. Quando ele aparecia eu não queria que fosse embora e quando a autora deixava ele de lado por um tempo eu ficava na expectativa de quando ele iria aparecer. Ele é um personagem cheio de camadas e não dá para saber qual será sua próxima ação. É fato que ele teve uma infância difícil e ainda existem muitos segredos sobre seu passado o que só aumentou meu fascínio em relação a ele.

A escrita poética e cheia de metáforas, que apesar de ter amado, já havia me incomodado um pouco em Estilhaça-me, foi o maior ponto negativo de Liberta-me. A autora exagerou, passou do ponto, irritou, incomodou e eu pensei várias vezes em abandonar o livro tudo por causa da narrativa prolixa e cheia de metáforas. Juliette não podia sentir apenas culpa por algo que fez de errado. Ela sentia " a culpa como um cabo retorcido em volta do pescoço, um lagarta rastejando pelo estômago. A noite e a meia-noite e o crepúsculo da indecisão".  Era sempre assim para descrever todos os seus sentimentos. Primeiro achei legal, depois comecei a ficar cansada e do meio para o final comecei a pular todas essas partes.

Liberta-me era um livro que tinha tudo para dar certo mas se mostrou um leitura bem mediana. O final não foi tão bom quando o de Estilhaça-me e não estou com nenhuma pressa de ler o último livro. Não vejam nessa resenha apenas os pontos negativos, Liberta-me teve suas qualidades e é por causa delas que vocês devem lê-lo.

5 comentários:

  1. hahahhaa, me matei de rir com os comentários sobre a narrativa prolixa. Eu não me incomodei com isso, mas pensando dessa forma, é irritante mesmo.
    Kenji <3 Só amor para esse personagem. E Warner também. Eu gostei do último livro, mas teve gente que se sentiu frustrado também.

    Beijos

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  2. Oi! Sua resenha me lembrou de que ainda não li Estilhaça-me, até me esqueci que estava querendo (São tantos livros viu hahaha)
    O enredo parece continuar bom e é uma pena a narrativa ter sido tão cansativa assim. Pelo trecho que você escreveu, vi que é irritante mesmo, que pena haha
    Gostei muito do seu blog. Estou seguindo e desejo-te muito sucesso! :)
    beijos ♥
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  3. Acredita que ainda nem li o primeiro?
    Mas que pena que você achou a narrativa cansativa.
    Normalmente a gente acaba esperando demais depois de um primeiro livro muito bom né?
    Beijos

    http://devaneiosinsignificantes.blogspot.com.br/

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  4. Narrativa prolixa, personagens irritantes e tudo o mais... Eu ainda nem tinha começado a ler o primeiro livro e de cara pegar o segundo sendo criticado assim. Na verdade, imaginei que essa série seria ótima.

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  5. Oi Caline! Até hoje não li nenhum livro desta trilogia, mas o pessoal até que fala bem, embora após ler sua resenha eu tenha ficado com a impressão que a autora força um pouco em suas descrições exageradas de sentimentos e emoções, fica apelativo, prefiro textos mais diretos, mas ainda quero ler e formar minha opinião.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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