Whitney, Meu Amor - Judith McNaught (Dinastia Westmoreland #2)

Título Original: Whitney, My Love
Data de Publicação: 2011
Número de Páginas: 507
Editora: BestBolso
Série: Dinastia Westmoreland #2
Classificação:

Órfã de mãe e criada por um pai severo e frio, a adolescente Whitney Stone choca a sociedade inglesa do começo do século XIX com seus modos, sua espontaneidade e rebeldia.
Desde menina, ela ama o belo e aristocrático Paul, perseguindo-o em todos os lugares e inventando as mais inusitadas formas de chamar-lhe a atenção.
Enviada a Paris, ela recebe um longo treinamento para transformar-se uma mulher fina, glamourosa, irresistível. Quando retorna a Londres, está mudada, mas ainda disposta a conquistar seu amor de infância.
Porém o irascível e poderoso duque Clayton Westmoreland é quem se interessa mais vivamente pela jovem mulher. E é ele quem, por meio de artimanhas maquiavélicas, consegue levá-la ao altar.
Mas Whitney recusa-se a aceitar imposições, e está disposta a fazer tudo para livrar-se do odioso casamento. A convivência, porém, traz surpresas, e dentro de pouco tempo o duque se revela muito mais charmoso e gentil do que ela desejaria admitir.
Talvez Paul não passe de uma fantasia infantil; talvez Clayton tenha bons motivos para agir tão brutalmente; talvez o casamento não seja um erro tão grande assim… 

Esperei muito tempo para enfim ter a chance de ler esse livro. Com certeza isso aconteceu com muitos outros leitores uma vez que a primeira edição estava esgotada e ele se tornou artigo de colecionador. Fiquei muito empolgada quando soube que ele seria relançado em edição de bolso e que enfim eu poderia ler um dos livros, senão o livro mais famoso da Judith McNaught.

Whitney, Meu Amor de Judith McNaught me surpreendeu, muito, mas não da forma que eu imaginava. As opiniões na blogosfera sobre esse livro são bastante diversas, uns amaram, outros odiaram, mas os elogios eram em maior quantidade do que as críticas negativas e por isso eu acreditei que iria me encantar como aconteceu com todos os outros livros da autora, ledo engano. Whitney, Meu Amor foi tão decepcionante, tão frustrante que se esse fosse o primeiro livro da Judith que eu tivesse a chance de ler provavelmente não me sentiria compelida a ler mais nada dela.

Uma coisa é certa mocinhos são sempre mocinhos, mas isso não significa dizer que eles precisam ser bobos, que eles não podem ter uma pegada forte, que eles não possam ter um lado mais rústico, que eles precisem estar sempre se declarando, mostrando o quanto são apaixonados e outras coisas do tipo. Se a intenção da autora era essa ao criar Clayton ela passou muito longe, ele não é o mocinho perfeito, aliás ele não é o mocinho de jeito nenhum.

Eu esperei e torci muito para que a história sofresse uma reviravolta e Clayton se tornasse outra pessoa, poderia sua personalidade mudar tão repentinamente, mas pelo menos eu não terminaria a leitura me sentindo tão indignada com as atitudes dele. Nessa nova edição algumas cenas foram modificadas e outras acrescentadas. As cenas modificadas mostravam um lado ainda mais grostesco de Clayton do que as que encontramos no decorrer da leitura. As cenas foram modificadas mas ficou uma lacuna e era perceptível que faltava algo e depois de analisar um pouquinho consegui imaginar o que foi cortado e fiquei ainda mais revoltada com ele.

Clayton é louco de pedra. Possessivo, ciumento, acha que pode ter tudo que deseja e por isso "compra" a noiva e acredita em todas as fofocas que as pessoas contam sobre ela. Detalhe, ele nunca deixa que ela conte a versão dela da história, que por acaso é a verdadeira. Ele é ignorante, bruto e só depois dá ouvidos a razão e percebe o quanto estava errado. O que mais me revoltou além é claro das atitudes grosseiras dele, era o fato de que depois dos surtos, quando ele enfim percebia que estava errado, pedia desculpas e Whitney como uma boba apaixonada sempre perdoava.

Whitney começou o livro como uma garota voluntariosa, travessa e que aprontava como um menino, só fazia o que queria, como queria e quando queria e tinha uma língua extremamente afiada. Eu tinha esperança de que a personalidade forte dela não fosse sufocada pela de Clayton, mas quando ele conseguiu conquistá-la - coisa que eu não entendo como aconteceu - ela se tornou uma marionete, sem personalidade. No final não sei de qual dos dois senti mais raiva.

Em alguns momentos Clayton conseguiu ser agradável e até mesmo divertido. Algumas atitudes dele enquanto tentava conquistar Whtiney foram bonitinhas e só por isso dei três estrelinhas, mas as atitudes menos grosseiras não conseguiram sobrepujar os erros que ele cometeu e por isso continuo detestando-o profundamente.

Como falei anteriormente algumas cenas foram acrescentadas e sinceramente não contribuiram em nada para a história e a ausência delas não faria diferença alguma.

Esperei muito e me decepcionei na mesma proporção. Whitney, Meu Amor é o primeiro romance da Judith e alavancou sua carreira, mas esse é o único livro dela que eu não recomendo a ninguém.

4 comentários:

  1. Eu ainda não li esse livro da JM, mas geralmente gosto dos enredos dela.
    *bye*


    Louca por Romances

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  2. Oi Caline,

    esse livro é um caso de amor e ódio, muitos amam e muitos também odeiam.
    Ainda não li, mas tenho curiosidade, não sei se vou amar, porém tenho vontade de acompanhar essa série. ^^

    Beijos.

    Att,

    Lu

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  3. Ei Caline!

    Eu nunca tinha ouvido falar, acredita?
    Eu acho que você está elevando a expectativa e na maioria das vezes está se decepcionando, não é?!

    Bjins

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  4. Concordo com vc! Nossa, eu ouvia falar tão bem desse livro... mas quando li, me decepcionei bastante. O mocinho, Clayton, é um troglodita... senti tanta raiva dele! E a raiva foi tanta que não me cativou. Eu gostei do livro como um todo, a narrativa flui rápido, e apessar das ruindades do Clayton, a história foi interessante e eu devorei as páginas. Mas esse foi um mocinho altamente não-apaixonável... E a Whitney, credo, tb, senti muita raiva dela por ser tão boba e se deicar ser pisada daquela forma. ninguém merece! ¬¬'

    Ah, eu não sabia dessa questão dos cortes, se soubesse,a cho que minha raiva teria sido ainda maior, rs....

    Bjs

    http://inescrita.blogspot.com.br/

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